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Porto de Nacala passa a gestão de uma empresa nacional

O Porto de Nacala, na província de Nampula, norte de Moçambique, passa a partir desta Sexta-feira, 15 de Março, a ser gerido por uma empresa nacional, denominada de Portos do Norte, facto que fecha o ciclo negocial para o efeito com o actual concessionário, o Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN).

Fernando Amado Couto, presidente da comissão executiva, explicou que a nova empresa tem planos para uma melhoria da eficiência dos serviços, tendo sido adquiridos equipamentos de manuseamento de contentores e delineado um plano que vai permitir a melhoria da circulação de camiões dentro do recinto portuário e dos acessos ao próprio porto.

A Portos do Norte, segundo anuncia o jornal “Notícias”, é uma sociedade anónima, de capitais totalmente subscritos e realizados por cidadãos nacionais, agrupados em várias sociedades e pela empresa pública Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM).

As sociedades privadas são detentoras de 15 por cento do capital da SDCN, empresa que conjuntamente com os CFM, constituem o CDN, sendo o accionista maioritário a Vale Emirates.

Fernando Amado Couto disse que decorrem, neste momento, os últimos preparativos negociais com o CDN, de forma que seja cumprido o prazo estabelecido para a tomada da gestão do mais importante porto da zona norte do país.

A comissão executiva da empresa Portos do Norte integra ainda Carlos Mucapera, como director de Finanças, Leonilde Loide Bazar, directora de Administração e Recursos Humanos e ainda Agostinho Langa, como director de Operações. Para o reforço da equipa de gestão, a empresa assegurou a contratação de vários técnicos com experiência na área portuária.

Ainda de acordo com Fernando Amado Couto, está contratada a assistência de uma empresa de renome do Sri Lanka, para assegurar a manutenção dos equipamentos portuários, “uma das questões mais complexas que se nos coloca porque não existem, no mercado nacional, quadros técnicos em número suficiente”.

“Para além desta missão, devem, durante o período de vigência do contrato de dois anos, assegurar a formação de técnicos moçambicanos”, acrescentou. Esta decisão da gestão do Porto de Nacala, fundamental para a economia da zona norte do país e para alguns países do hinterland, já havia sido tomada desde o ano passado.

A sua efectivação só agora se torna possível, na medida em que foram longas e complexas as negociações, nomeadamente na reestruturação accionista do CDN e do posicionamento no Corredor de Nacala.

De acordo com o seu director executivo, “trata-se de uma manifestação clara de que os interesses nacionais podem e devem estar assegurados nos grandes projectos, e que existe capacidade interna, quer a nível de gestão, quer da mobilização de recursos financeiros e só desta forma os mesmos se tornam sustentáveis a médio e longo prazos”.

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