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Populares bloquearam Estrada Nacional exigindo entrega de “malfeitores”

Mais de 1500 pessoas residentes no posto administrativo de Palmeira, distrito da Manhiça, província de Maputo, manifestaram-se esta segunda-feira exigindo a entrega, pela Polícia da República de Moçambique (PRM), de presumíveis assaltantes e assassinos que terão assaltado a um estabelecimento comercial e terão ceifaram a vida do guarda do local.

Os populares, que pretendiam fazer justiça pelas suas próprias mãos, chegaram a bloquear a Estrada Nacional Número Um (EN1), com troncos de árvores e pneus em chamas, durante algumas horas interrompendo o tráfego de viatura entre o sul e o centro do país.

O comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM), na Manhiça, João Zimila, citado pelo jornal Notícias, contou que tudo começou de madrugada quando dois jovens, provenientes da cidade do Maputo, assaltaram uma barraca onde roubaram 900 meticais em dinheiro e uma quantidade não especificada de frascos de baygon. Acto continuo, os meliantes escalaram um outro estabelecimento no mesmo mercado, onde fizeram refém o guarda e de seguida asfixiaram-no com baygon, causando-lhe a morte.

Depois disso, segundo Zimila, os dois jovens terão apanhado um “chapa” de regresso à capital. Entretanto, algumas pessoas que se aperceberam da movimentação dos jovens, comunicaram a Polícia que tratou de encetar uma perseguição que só viria a terminar em Michafutene, com a sua detenção e posterior condução à Cadeia Distrital da Manhiça.

A fonte disse ao jornal Notícias que tudo corria normalmente até quando a Polícia e uma equipa da Saúde voltaram à Palmeira para fazer perícia ao corpo do guarda. Na ocasião, estes foram confrontados com a exigência da população para que os autores do crime fossem levados de volta àquele posto administrativo, alegadamente para assistir ao funeral do malogrado. Perante a recusa da Polícia, que suspeitava algum plano para o linchamento dos jovens, o ambiente azedou. A população decidiu embarcar para protestos, montando barricadas de fronte do mercado local, o que impediu a circulação de viaturas nos dois sentidos, Maputo – Gaza e vice e versa.

A situação foi se agravando, o que ditou a intervenção do administrador do distrito, Artur Justo Chindandale e do comandante distrital, João Zimila, que chegaram a ser feitos reféns, momentaneamente, pela população. No entanto, os ânimos começaram a ficar controlados quando um contingente da PRM fez-se ao local para repor a ordem, tendo conseguido dispersar a multidão.

Houve algumas pessoas detidas para averiguações, dada a gravidade da agitação que se viveu naquele posto administrativo.

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