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Polícias transferidos devido à inoperância em Muxúnguè

Todos os agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) que estavam afectos ao Posto Administrativo de Muxúnguè, no distrito de Chibabava, em Sofala, Centro de Moçambique, foram há dias transferidos para outros locais, a pedido da população que, além de inoperância, também acusava-os de alegado envolvimento com os malfeitores.

A medida, segundo o Jornal Notícias, afectou o respectivo comandante uma vez que havia um descontentamento da população face à alegada soltura de alguns bandidos que se encontravam presos, os quais eram apontados como sendo os mentores do um ambiente hostil em Muxúnguè.

O chefe da Secção de Imprensa no Comando Provincial da PRM em Sofala, Mateus Mazive, confirmou o facto ao Notícias e esclareceu que a retirada dos agentes se deveu apenas à inoperância e não por alegada ligação destes com os malfeitores.

Mazive considerou que a situação já está normalizada naquela região depois da convulsão. Outros agentes foram colocados em substituição dos anteriores, os quais já estão a trabalhar no sentido de garantir uma convivência sã entre a Polícia e a comunidade.

A fonte reavaliou a situação criminal ao longo do ano passado e disse que foram registados 1.573 casos, contra 2.440 ocorridos em 2011, o que representa uma redução em 867 casos.

A corporação registou 917 casos de crimes contra propriedades a despeito dos 1443 ocorridos no ano anterior, enquanto contra pessoas ocorreram 600 casos, contra 917 registados em igual período, respectivamente.

Ainda sobre o ano passado, o chefe da Secção de Imprensa no Comando Provincial da PRM lembrou que foram postas fora de acção quatro quadrilhas de assaltantes à mão armada e recuperadas 18 armas de fogo, nomeadamente 10 pistolas, quatro AKM, duas Mouses e igual número de semi-automáticas.

“A redução dos casos criminais deveu-se em grande medida à ligação Polícia-comunidade, as exortações feitas pela corporação e consequente acatamento por parte da população, o que é salutar, e que também apelamos para que continue a ser assim no ano em curso” – destacou Mazive.

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