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Polícia moçambicana diz ter salvo 15 mulheres do tráfico em Cabo Delgado

Quinze mulheres foram salvas pela Polícia da República de Moçambique (PRM), em Cabo Delgado, de uma suposta tentativa de tráfico para a Arábia Saudita, após uma denúncia popular.

Segundo a corporação, as mulheres foram recrutadas em Nacala-Porto, na província de Nampula, e levadas ao bairro de Natite, na cidade de Pemba, onde aguardavam para seguir viagem àquele país árabe.

Naquele território estrangeiro, segundo a explicação que lhes foi dada pelos presumíveis traficantes, elas eram aguardadas para uma formação profissional e preenchimento de vagas de emprego.

Malva Brito, porta-voz da PRM, em Cabo Delgado, disse que o tráfico seria protagonizado por quatro indivíduos, sendo dois moçambicanos e igual número de tanzanianos. Estes últimos estão foragidos, enquanto aqueles encontram-se encarcerados.

De acordo com os visados, a firma na qual trabalhavam dedica-se ao recrutamento da mão-de-obra e é nova no mercado nesse.

Um dos indiciados contou que quando as mulheres chegaram em Pemba, “os patrões estavam presentes, mas na altura em que fomos detidos pela Polícia, eles fugiram, desligaram os telemóveis” e estão incomunicáveis.

Os referidos patrões asseguraram a todos que têm parcerias com as autoridades de saúde e com os serviços migratórios para efeitos de realização de exames no Hospital Provincial de Pemba (HPP) e fornecimento de passaportes. Em Natite, as senhoras vítimas do tráfico – que afirmaram não conhecer os recrutadores ora a contas com a Polícia – estavam à espera dos prometidos passaportes e de serem submetidos às alegadas análises médicas.

“Vínhamos fazer exames no hospital para depois regressarmos à casa, enquanto se preparava a viagem a para Arábia Saudita. Íamos trabalhar numa empresa ligada à religião islâmica”, disse uma das supostas vítimas.

Malva Brito disse que a corporação está no encalço nos tanzanianos foragidos para o esclarecimento do caso, enquanto o processo-crime instaurado contra os dois moçambicanos detidos segue os trâmites legais para a sua responsabilização.

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