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Polícia moçambicana diz que há soltura exagerada de criminosos

O Comandante-Geral da Polícia moçambicana (PRM), Jorge Khálau, diz que a velocidade com que se está a emitir mandados de soltura e o não julgamento dos criminosos está na origem da onda de criminalidade que tem abalado algumas cidades do país nos últimos tempos.

Numa entrevista publicada na edição desta Quinta-feira do “Notícias”, Khalau explica que a polícia consegue esclarecer muitos casos criminais mas o problema reside no facto de os tribunais não julgarem os arguidos, soltando-os mediante caução sem que se tenha encerrado os casos anteriores.

“Os nossos parceiros da Justiça – juízes em particular – devem julgar os criminosos. No lugar de os julgar, admitem o pagamento de caução e não voltam a mexer nos processos. A Polícia prende-os, instaura o respectivo processo e remete-o ao Ministério Público que, por sua vez, acusa-os e faz chegar ao tribunal.

Ao invés de serem julgados são caucionados e os criminosos voltam à rua, onde de imediato cometem novos assaltos, sem que o caso anterior tenha sido encerrado”, declarou o Comandante-Geral da Polícia, na mesma entrevista inserida na celebração, hoje, dos 37 anos da PRM.

A inquietação de Khálau é agravada pela facto de a população não culpar nenhuma outra entidade por tudo isto, se não a própria polícia.

“A população quando olha para estes casos não vê outro culpado se não a Polícia. Por essa razão, defendo que se faça uma revisão à questão da aplicação da caução por parte dos tribunais”, indicou o Comandante, vincando a necessidade de se repensar na teoria de que não há crimes incaucionáveis.

“De forma serena temos de repensar na teoria de que não há crimes incaucionáveis, pois isto está a criar-nos problemas”, afirmou Jorge Khálau.

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