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Polícia angolana prende dez pessoas em manifestação contra o Governo

Polícia angolana prende dez pessoas em manifestação contra o Governo

A polícia angolana prendeu neste sábado(14) dez pessoas, entre as quais dois jornalistas, um da RTP-África e um “free-lancer” da Voz da América, ambos de nacionalidade angolana. A polícia tentava desta forma impedir a manifestação contra o governo de José Eduardo dos Santos, convocada para este sábado.

Para este sábado, 14 de julho, estava convocada uma manifestação contra a candidatura de José Eduardo dos Santos, sob o lema “32 é muito”, convocada por um autodenominado Movimento Revolucionário Estudantil (MRE).

As autoridades do regime de Eduardo dos Santos estavam informadas oficialmente pelos organizadores, desde o passado dia 3, segundo a agência Lusa.

Quando as pessoas se tentavam concentrar na zona do mercado de São Paulo, onde se juntam muitos vendedores ambulantes, a polícia interveio e começou a prender jovens presentes. Alguns dos detidos envergavam camisolas negras com o lema “32 é muito” impresso e nas costas tinham a inscrição “Liberdade e Democracia”.

A marcha estava prevista para acontecer entre São Paulo e o Largo da Maianga na entrada da Cidade Alta, onde está sediada a Presidência da República. Foram detidas 10 pessoas, entre as quais Coque Mukuta, “free-lancer” da Voz da América, e Isaac Manuel, jornalista da RTP-África, que foi entretanto libertado. Coque Mukuta foi preso no momento em que recolhia imagens das detenções.

Segundo a agência Lusa, o reforço policial era notório, sobretudo na zona de São Paulo, onde além dos agentes controladores do trânsito era visível a presença de efetivos da unidade antimotim e diversos carros da corporação. A Lusa refere também que a aparente desorganização dos manifestantes tornou-os presa fácil do forte contingente policial presente.

Nesta manifestação o MRE pretendia integrar ex-militares, exigindo a libertação de dois antigos militares que estão desaparecidos, provavelmente presos, desde o final de maio passado.

Quanto à participação dos ex-militares, a Lusa refere que a Comissão dos ex-Militares Angolanos (COEMA) se demarcou da iniciativa, em comunicado enviado sexta-feira à agência.

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