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Pobres moçambicanos devem também ser envolvidos nos debates

O chefe das missões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para Moçambique, Johannes Mueller, defendeu um maior envolvimento das camadas da população moçambicana mais pobres nos debates, ora em curso, em busca de melhores caminhos para o combate contra altos índices de pobreza absoluta e “para um crescimento económico inclusivo do país”.

Mueller realçou o facto de, em Moçambique, estarse a registar “um debate público vibrante sobre questões importantes”, ajuntando que estes debates devem continuar “e envolver também os pobres como aconteceu na China e no Brasil, onde foi possível mostrar que também os pobres podem participar no crescimento económico”.

O chefe das missões do FMI para Moçambique recordou as manifestações populares violentas de Setembro de 2010 e Fevereiro de 2008 que resultaram em vários óbitos e na destruição de vários objectivos socioeconómicos, afirmando que elas eclodiram por ter faltado diálogo entre o Governo e os manifestantes.

Megaprojectos

Mueller chamou, entretanto, atenção das autoridades moçambicanas para criarem condições necessárias que garantam que “a riqueza natural gerada pelos megaprojectos seja melhor aproveitada por forma a que também o país se beneficie e não apenas aos donos dos mesmos”.

Referiu que cerca de 30% da população moçambicana não têm participado no crescimento económico devido à exclusão social, realçando que “na verdade gastos per capita têm diminuído ao longo da última década”, o que provocou manifestações violentas dos meses de Setembro de 2010 e Fevereiro de 2008.

Destacou, em seguida, que Moçambique tem um enorme potencial inexplorado de recursos minerais, urgindo que seja melhorado o ambiente de negócios para mais investimento visando a sua exploração.

Johannes Mueller falava logo após regressar a Washington vindo do Maputo onde dirigiu a segunda missão do FMI de avaliação ao abrigo do Instrumento de Apoio à Política Económica (PSI) que é um mecanismo concebido para países de rendimento baixo que não necessitam ou desejam recorrer à assistência financeira do FMI, mas que tenham interesse em beneficiar dos serviços prestados pela instituição em matéria de aconselhamento, monitoria e endosso de políticas macroeconómicas.

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