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Planificação e monitoria desafios do novo governo

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, exortou o novo elenco governativo, que hoje tomou posse, a colocar a planificação, a definição de metas e a monitoria das actividades no topo das prioridades, no exercício das suas funções.

Segundo Guebuza, o novo Executivo deve ser metódico para que o mesmo alcance sucessos, o que passa por planificar cada etapa da caminhada, definir as metas e monitorar o desempenho de todos e de cada um dos membros da equipa. “Estes são os passos importantes na promoção de uma cultura de responsabilização individual e institucional”, afirmou Guebuza, falando momentos depois de empossar os novos Ministros e Vici-Ministros, numa cerimónia que teve lugar no Palácio da Ponta Vermelha, em Maputo.

Segundo o Presidente da República, investido na última quinta-feira, a concepção do plano, a definição das suas metas e a monitoria do cumprimento permite uma maior clareza sobre o rumo que se está a tomar e socializar as oportunidades e os desafios. “Não partam da presunção de que são a chave que abre todas as portas”, afirmou Guebuza, apelando para a necessidade de os empossados valorizarem a experiência dos quadros, aos diversos níveis, nos ministérios que passam a dirigir.

“Neles e em cada um de vós, que desperte o princípio de que: o plano não é para ser negociado. É para ser cumprido; as oportunidades identificadas não são para serem contempladas. São para serem exploradas; e os constrangimentos do percurso não são para serem fontes de lamentações. São para serem resolvidos”, afirmou Guebuza.

Guebuza insistiu na necessidade de avaliar, de forma regular, o cumprimento do plano, pois, segundo ele, tal permite terse uma visão comum sobre a contribuição de cada sector na implementação da agenda nacional de luta contra a pobreza. Neste contexto, Guebuza falou sobre a Governação Aberta e Inclusiva, que caracterizou a sua governação no seu primeiro mandato, considerando ser uma forma de envolver, em todas as fases do processo de planificação, monitoria e avaliação, o povo que depositou confiança nos dirigentes.

“Na Governação Aberta e Inclusiva, não procuremos nem encorajemos apenas os elogios. Recordemo-nos, Senhores Ministros e Vice-Ministros, que quando os nossos compatriotas questionam o que estamos a fazer não estão, necessariamente, a desaprovar. Quando eles questionam estão, acima de tudo, a revelar interesse por aquilo que estamos a fazer; estão a dar-nos uma indicação de que o que nós estamos a fazer tem impacto nas suas vidas”, disse Guebuza.

Para o Chefe de Estado moçambicano, as pessoas que questionam o trabalho dos dirigentes fazem-no com toda a legitimidade e fazem-no, igualmente, em plena consciência de que querem jogar aquilo que os dirigentes estão a fazer, não aquilo que querem fazer, “por mais grandiosos que sejam esses planos”. Na ocasião, Guebuza enalteceu as realizações do Executivo que acaba de cessar funções, sublinhando que as mesmas tiveram um impacto na melhoria das condições de vida do povo.

“Estas realizações foram possíveis porque, mesmo contra os desafios derivados das calamidades e das crises que sobre nós se abateram, os nossos compatriotas que integraram esse Executivo souberam brandir a nossa autoestima, a unidade nacional, a paz e o nosso amor por este povo muito especial, o Povo moçambicano, para enfrenta-las com sucesso”, afirmou Guebuza, vincando que, na sequencia destas realizações, “Moçambique avançou e a pobreza regrediu”.

O estadista moçambicano destacou que a entrada em funções do novo Governo é rodeada de muita e justificada expectativa no seio do povo que, através do seu voto, manifestou a sua confiança nos novos dirigentes, sendo necessário, por isso, que estes dirigentes honrem a confiança e legitimidade que o povo depositou. Para além do novo Primeiro-Ministro, Aires Aly, tomaram posse na cerimónia 28 Ministros e 23 Vice-Ministros, recentemente nomeados pelo Presidente da República.

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