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Piratas sequestram navio junto a fronteira Moçambique/Tanzânia

Um grupo de cinco piratas somalis, que se fazia transportar em duas lanchas rápidas, raptou, na tarde de sábado, ao largo da costa tanzaniana na fronteira com Moçambique, um navio que seguia com destino ao Porto da Beira, na província central de Sofala. Quando ocorreu o ataque, o navio, que ostenta o nome de “MV PANAMÁ, havia zarpado do porto de Dar-es-Salaam (Tanzânia). Para lograr os seus intentos, segundo o porta-voz da Força Naval da União Europeia – Somália (EUNAVFOR Somália), Per Klingvall, os piratas usaram lança-granadas durante o ataque ocorrido a cerca de 80 milhas náuticas (128 quilómetros) oeste da fronteira tanzaniana e moçambicana.

 

 

Este é o segundo ataque no extremo sul da Tanzânia ocorrido no corrente ano. O mesmo constitui mais uma prova da expansão da actividade da pirataria no Oceano Índico. “Este ataque no extremo sul na Bacia da Somália e’ mais um exemplo da constante expansão da área da actividade pirata”, disse Klingvall.

O MV PANAMA, um navio para o transporte de contentores operado por uma companhia com sede nos EUA, transportava na altura do incidente 23 tripulantes, todos de nacionalidade birmanesa. Ainda não existem notícias do estado da tripulação e a EUNAVFOR já está a monitorar a situação.

A principal missão da EUNAVFOR Somália é de escoltar navios de marinha mercante que transportam a assistência humanitária do Programa Mundial para Alimentação (PMA) e barcos da Missão da União Africana na Somália (AMISOM).

A EUNAVFOR também protege navios vulneráveis no Golfo do Áden e Oceano Indico. Também visa desencorajar e inviabilizar as actividades de pirataria, bem como monitorar actividades pesqueira ao largo da costa somali.

Actualmente, os piratas Somalis encontram-se na posse de 35 navios, perfazendo mais de 650 reféns, de acordo com a ECOTERRA International, uma Organização Não Governamental que monitora as questões da pirataria na região.

A maioria dos sequestros termina sem a ocorrência de vítimas após o pagamento do resgate. Contudo, as negociações podem arrastar-se por vários meses.

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