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PIMO declara apoio incondicional à Frelimo e Guebuza

O Partido Independente de Moçambique (PIMO) declarou terça-feira, em Maputo, o seu apoio incondicional ao partido Frelimo, no poder, e ao seu candidato presidencial, Armando Guebuza, nos pleitos de 28 de Outubro corrente. Esta decisão foi tomada durante o 19/o Conselho Nacional do PIMO que durou dois dias e anunciada na terça-feira em Maputo, no fim do encontro. 

De acordo com o secretário-geral do partido, Ibramugy Magalhães, que fez o anuncio do apoio à Frelimo e Armando Guebuza, esta decisão resulta do facto de o PIMO ter concluído que as sete politicas do seu manifesto eleitoral encontram enquadramento “na agenda suprapartidária” do país no combate a pobreza, base do manifesto do partido no poder.

“O PIMO reuniu-se entre 12 e 13 de Outubro, na cidade de Maputo, para fazer o balanço da preparação eleitoral e decidiu direccionar o seu voto eleitoral ao Partido Frelimo e ao candidato a Presidente da República, Armando Guebuza, como forma de manifestar o seu voto de confiança na preservação da paz e continuar a contribuir de maneira construtiva para o desenvolvimento sustentável de Moçambique”, explicou. Magalhães disse que o PIMO inspirou-se na declaração de voto dos norte-americanos republicanos Colin Powel e Condollezza Rice ao então candidato democrata Barak Obama, agora Presidente dos Estados Unidos da América.

“Da mesma maneira que ilustres figuras republicanas da administração norte americana, nomeadamente Colin Powel e Condollezza Rice, declararam o seu voto a favor do candidato democrata, Barak Obama, por motivos de agenda supra-partidária dos EUA que consiste em reforçar a diplomacia internacional, cooperação entre os povos e a preservação da paz mundial, nós apoiamos a Frelimo e seu candidato”, frisou. O presidente do PIMO, Ya Qub Sibindy, referiu que o seu partido tem um programa concreto de combate a pobreza, que será entregue à Frelimo para concretizá-lo. Sibindy acredita que a Frelimo e Armando Guebuza vão aceitar a contribuição do PIMO.

“Acredito que a Frelimo vai acolher o meu programa de combate a pobreza porque o PIMO está a responder a um apelo lançado pelo Governo da Frelimo nos últimos cinco anos de que cada um deve dar o seu contributo para o combate a pobreza”, disse. O PIMO foi excluído de concorrer às eleições legislativas e para as Assembleias Provinciais de 28 de Outubro próximo, assim como Sibindy de participar nas presidenciais. Aliás, esta é a segunda vez que o presidente desta formação é excluído da corrida eleitoral para a “Ponta Vermelha”, depois de 1999.

O PIMO considera que foi uma exclusão de “má fé”, porém se conforma com a decisão e garante que vai continuar a trabalhar para o bem dos moçambicanos, na sua “governação sombra” (paralela). O PIMO reitera o seu distanciamento em relação aos pronunciamentos dos partidos excluídos total ou parcialmente que fazem apelos ao boicote eleitoral, exigem sanções contra o país, entre outras decisões.

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