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MEC vai contratar metade do número ideal de docentes

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) vai contratar 11.500 professores para o próximo ano lectivo, número que é apenas pouco acima da metade dos docentes necessários para colmatar o problema de superlotação das turmas. Actualmente, cada professor em Moçambique está para 65 alunos, o ideal é o rácio 1/55, mas para atingir essa meta seria preciso contratar cerca de 20 mil professores no ano lectivo de 2010, medida que também contribuiria para a melhoria da qualidade de ensino no país.

Falando esta segunda-feira, em Maputo, depois da deposição de uma coroa de flores na Praça dos Heróis Moçambicanos por ocasião do Dia Nacional dos Professores, o director dos Recursos Humanos no MEC, Ivaldo Quincardete, explicou que o anúncio para a contratação de novos docentes será lançado ainda este ano para permitir que em princípios do ano lectivo de 2010 todos os contratados tenham colocação.

Quincardete disse que os professores contratados serão distribuídos pelas províncias do país, em função das suas necessidades específicas. Ainda no âmbito das celebrações do dia 12 de Outubro, a Organização Nacional dos Professores (ONP) juntou os seus associados no salão da Escola Secundária Josina Machel, na capital moçambicana, para reflectirem sobre as necessidades e desafios da classe nos próximos tempos.

Na ocasião, a Secretária Permanente do MEC, Albertina Bila, apelou aos professores para continuarem a contribuir para o melhoramento do ensino e aprendizagem, o que terá como resultado o aumento do rendimento anual. Para incentivar esta prática, Albertina Bila falou da necessidade de se acelerar a questão das promoções e progressões nas carreiras, como forma de impulsionar a actividade dos professores no cumprimento da sua missão.

“Ë preciso reconhecer e valorizar o esforço do professor e de todos aqueles que se têm envolvido no melhoramento da qualidade”, disse Bila, considerando que esta actividade ganhou uma nova dinâmica com a implementação do novo modelo de formação de professores, em curso no país já há três anos.

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