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Peste dos pequenos ruminantes ameaça Moçambique

A eclosão de um surto da Peste dos Pequenos Ruminantes (PPR) na Tanzânia, uma doença viral que eclodiu no início do corrente ano, ameaça propagar-se por toda a região da Africa Austral, incluindo Moçambique, refere um comunicado da Organização para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO), emitido, terça-feira, em Roma.

A PPR, considerada a doença viral mais destrutiva e que afecta rebanhos de pequenos ruminantes, representa um perigo de morte para mais de 50 milhões de cabritos e ovelhas nos 15 países da região da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral.

Apesar de não afectar seres humanos, a PPR poderá atingir índices de mortalidade de 100 por cento nos cabritos e ovelhas e, como resultado, um prejuízo socio-económico incalculável.

A advertência surge na sequência de uma recente visita a Tanzânia, de uma missão do Centro de Gestão de Crise-Saúde Animal da FAO.

Assim, a missão recomenda que a Tanzânia inicie um programa de vacinação de emergência nos arredores das zonas onde foram reportados surtos, no norte do país e considerar a possibilidade de uma vacinação adicional nas regiões vizinhas de Moçambique, Malawi e Zâmbia.

Também é importante que estes três países incrementem a sua vigilância e uma monitoria mais proactiva. Na eventualidade da propagação da doença para os restantes países da SADC, isso poderá ter consequências devastadoras para a subsistência e segurança alimentar de todos os camponeses da região.

A peste eclodiu na Tanzânia no início de 2010, ameaçando mais de 23,5 milhões de cabritos e 3,5 milhões de ovelhas.

A PPR ocorre com mais frequência nos países da região do Médio Oriente, e partes da Ásia Central e Meridional. Em África, as regiões afectadas incluem os países da Africa Ocidental, Oriental e Central. Até agora não havia sido registado nenhum caso na região da Africa Austral.

Comentando sobre o assunto, Adama Diallo, que chefiou a missão da FAO, disse que a doença é acilmente transmissível do contacto directo entre os animais vivos nas pastagens partilhadas, e nos mercados de venda de animais vivos. Para evitar a propagação da doença, a sua equipe recomendou uma vacinação de todos os pequenos ruminantes nos pontos críticos e nas rotas usadas pelos pastores de gado.

A FAO também recomenda a vacinação de pequenos ruminantes em toda a região sul da Tanzânia, porque a eclosão do surto nesta zona coloca em risco todos os países da SADC. Aliás, a primeira prioridade é evitar a presença do vírus naquela região.

Para a região norte da Tanzânia, a FAO recomenda a vacinação de emergência ao redor dos locais do surto para travar o vírus, enquanto que os pastores de gado deverão evitar movimentar os animais sem uma autorização das autoridades competentes.

Segundo Diallo, a FAO está disposta a ajudar os países a monitorar a disponibilidade dos stocks de vacinas para casos de emergência, reforçar a capacidade laboratorial e vigilância no terreno.

Também poderá assistir para disseminar mais informações junto dos veterinários, pastores de gado e comerciantes.

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