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Pemba e Quirimbas – A dádiva da mãe-natureza

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Da região continental, Pemba – a terceira baía mais bela do mundo – à insular, centenas de ilhas compõem o Arquipélago das Quirimbas, oferecendo a natureza quase tudo para a prática de turismo de todo o tipo e durante o ano todo.

O centro urbano mais importante é Pemba, uma cidade histórica situada na baía com o mesmo nome, a terceira maior do mundo, que constitui também um importante local turístico. Mas é ao longo de 200 quilómetros de costa, onde se encontra o paradisíaco arquipélago das Quirimbas que possui 32 ilhas que ressaltam pela beleza das suas praias e importância histórica.

Dentre todas, uma surpreende pela sua magnificência: a de Vamizi, que exibe as areias e as águas, de tom azul ao esverdeado, que se estendem desde o heliporto até ao superluxuoso complexo. Bem ao norte, não muito distante da foz do Rovuma, Vamizi foi uma das praias escolhidas entre as dez melhores de Moçambique. Para chegar lá, existe a ponte aérea que os proprietários dos lodges fazem a partir de Pemba. Lá está, também, sorridente e de braços abertos para receber quem a procurar: a histórica ilha do Ibo.

Medjumbe é também uma das ilhas do arquipélago das Quirimbas escolhida pela Rani Resorts para instalar um lodge de luxo, de cinco estrelas. A praia é soberba e quase deserta.

O sonho e a marca da imagem

O grande sonho é este: ter, em 2013, na área do turismo, uma força de trabalho local altamente qualificada para garantir a prestação de um serviço igualmente de alta qualidade em benefício dos visitantes e das comunidades locais. A ideia é a de que os recursos culturais e naturais sejam bem conservados e melhorados em harmonia entre as comunidades e os visitantes; que haja um sector público informado; o privado próspero, e, finalmente, uma reputação internacional como destino turístico.

A cultura, identificada como uma das variadas vantagens competitivas que Cabo Delgado tem, é vista como não estando ainda acessível à maioria dos turistas. Fala-se na construção de um centro cultural na capital provincial, que seria como que uma oficina em que vários artesãos e artistas pudessem trabalhar, vender os seus produtos e até ministrar aulas aos turistas sobre a cultura local, onde a gastronomia estivesse presente, incluindo um recinto de espectáculos para a música, a dança e os grupos teatrais.

Trata-se de ma ideia que, coincidentemente, consta do plano estratégico de uma das mais sonantes associações culturais da cidade de Pemba, o Tambu Tambulani Tambu, que até já tem obras em curso no seu terreno, no bairro de Nanhimbe. Para o Tambu Tambulani Tambu, o centro cultural vai, entre as suas três principais vocações, designadamente teatro, música e dança, introduzir nas crianças a arte de pintar e encontrar um pequeno departamento que se dedique a ensinar os turistas alguns elementos mais importantes da cultura local: modo de cumprimentar, noções da língua, entre outros aspectos.

 

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