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Pelo menos 45 pessoas morrem em ataques e execuções numa cidade síria

Pelo menos 45 sírios morreram, alguns assassinados a sangue frio, depois de as tropas terem invadido a disputada cidade de Sanamein, na província de Deraa, disseram os activistas da oposição e um grupo de monitoramento da violência, esta Quinta-feira (11).

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediado na Grã-Bretanha, disse que dezenas de civis, incluindo crianças, foram mortas, Quarta-feira, em bombardeios e execuções sumárias depois de as forças leais ao presidente Bashar al-Assad terem entrado em Sanamein.

Não houve comentário imediato de autoridades do Estado sírio. As forças de segurança têm lutado contra os rebeldes na cidade de Deraa, uma província na fronteira com a Jordânia que se tornou um ponto central das batalhas com ambos os lados a procurarem controlar as fronteiras da Síria e aproveitar as linhas de abastecimento para a capital, Damasco.

Rami Abdelrahman, director do Observatório – que usa uma rede de contactos na Síria -, disse à Reuters por telefone que a situação ainda era confusa demais para determinar quantas pessoas morreram nos combates e quantas a sangue frio.

“Os moradores disseram que houve pesados ??combates ontem e mais tarde as forças de segurança invadiram a cidade. Assim que entraram, eles começaram a bombardear alguns bairros, e noutros, os pistoleiros estavam a executar pessoas”, disse ele, acrescentando que 45 vítimas do que ele chamou de um massacre foram nomeadas, com o provável aumento no número de mortes confirmadas.

Dezenas de casas foram destruídas em bombardeios ou pelo fogo, disse Abdelrahman.  Os grupos de activistas em Deraa disseram que mais de 60 pessoas foram mortas.

Vídeos enviados por residentes mostraram fileiras de cadáveres dispostos dentro de um edifício, com os rostos cobertos de sangue, os corpos embrulhados em cobertores e seus nomes rabiscados nas folhas de papel colocadas em cima deles.

Alguns dos mortos pareciam ser crianças. Como o acesso ao país para a mídia internacional é limitado, as reportagens e os vídeos provenientes da Síria são difíceis de ser verificados.

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