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Pede-se ao STAE que o recenseamento em Quelimane abranja apenas os munícipes da cidade

As cidades de Cuamba, Pemba e Quelimane, vai acolher, a partir desta Quinta-feira, o recenseamento ou actualização dos cartões dos eleitores para as eleições intercalares marcadas para 7 de Dezembro próximo, em virtude das renúncias apresentadas pelos respectivos edis no mês de Setembro passado.

É um processo tal como outros que temos vindo a ter neste país. Porque sabe-se que em cada acto eleitoral, há sempre um registo dos cidadãos com idade para exercer o seu direito de cidadania.

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) é o órgão encarregue para guiar este processo, que nos levará às eleições intercalares onde os munícipes vão ter o privilégio de eleger o candidato que querem para mudar ou não as suas vidas.

O recenseamento ou actualização não será em toda província como tem sido hábito, mas sim nas cidades e neste caso, vamos nos centrar na cidade de Quelimane, onde estamos neste momento.

É dai que quando fomos olhar os acontecimentos passados que marcaram este processo, vem-nos a memória vários casos começando pelo recenseamento eleitoral, campanha, colocação do material nas assembleias de votação, isto acompanhado de troca de cadernos, atraso na abertura das urnas, encerramento antes da hora, enfim.

Tudo isso tem estado a cargo do STAE por ser o órgão técnico. E desta vez, vamos ter, isto é a partir desta quinta-feira, 13 de Outubro, começa um dos processos. Sabe-se que o STAE já formou brigadistas e a cidade de Quelimane vai ter dezoito postos de recenseamento.

Para os mais atentos que não deixam passar de ânimo leve estes processos já imaginam qual tem sigo o barulho. Os fiscais dos partidos políticos têm gritado em volta das irregularidades que acontecem neste processo, onde pessoas que não são daquela zona vem recensear sem dizerem as reais motivações.

Tem se registado casos de pessoas de outros distritos, nestes casos, sabendo-se que Quelimane tem vizinhança com Inhassunge, Nicoadala, sobretudo estes distritos, podem entrar pessoas para se inscreverem para que no dia 7 de Dezembro, este dia que a cidade de Quelimane, terá “calças novas”, votem no candidato que querem.

Vai dai o nosso apelo ao STAE para que este recenseamento abranja APENAS os munícipes de Quelimane. Temos a consciência que o processo terá certamente muitos entraves, porque muita gente destes distritos circunvizinhos já estão ou estarão na cidade de Quelimane para se inscreverem.

Por favores ficais dos partidos políticos interessados na democracia, abram olhos e fiquem espertos para que não haja pessoas de Nicoadala, Inhassunge, Pebane, Mocuba e muito menos crianças que ainda não tem idade eleitoral a se recensearem.

Façam isso para o bem dos munícipes de Quelimane que querem um processo limpo e ganho de uma forma honesta.

Não precisamos de pessoas de fora, os munícipes de Quelimane só, chegam para votarem a quem querem. Ao STAE o nosso recado e apelo continua o mesmo, que este processo não seja de controvérsias, mas sim de paz.

Porque as eleições de 7 de Dezembro só serão livres, justas e transparentes se o recenseamento ou actualização dos cartões dos eleitores for um processo também justo, livre e transparente.

Se estes pressupostos não forem colocados na frente, então, não teremos em nenhum momento eleições limpas na cidade de Quelimane, onde neste momento é o centro das atenções políticas do país e quem sabe do mundo, porque afinal os candidatos não são de brincadeira.

Como sabemos, a Frelimo foi buscar um empresário e antigo director da já falida FAVEZAL, Lourenço AbooBacar, para ser seu candidato enquanto que o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), foi repescar o antigo deputado da Renamo e agora empresário e académico, Manuel de Araújo.

Tudo está nas mãos do STAE, mas por favor não façam nada que prejudique a vontade dos eleitores honestos que querem ver desenvolvimento na cidade de Quelimane, porque cada um dos candidatos certamente dirá o que tem para os munícipes quando a hora e momento chegarem.

O Diário da Zambézia de olhos para ver e contar tudo em volta do recenseamento eleitoral que começa esta quinta-feira até dia 1 de Novembro.

Mas também os munícipes devem se dirigir aos postos de recenseamento eleitoral, porque não basta falar que querem mudanças, sem que tenham o direito de voto. Este direito de voto começa com o recenseamento ou actualização do cartão eleitoral.

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