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Peças caem da Fontana di Trevi e a manutenção do monumento preocupa

Várias peças decorativas da famosa Fontana di Trevi, em Roma, caíram durante o fim-de-semana, gerando preocupações sobre a manutenção de um dos monumentos históricos mais famosos da cidade, que não passa por uma grande restauração há 20 anos.

Algumas folhas de louro esculpidas em pedra despencaram da frisa superior da fonte, que marca o final de uma rede de aquedutos que trazia água potável a Roma na antiguidade.

Umberto Broccoli, superintendente cultural da capital, disse que o dano “não é preocupante”, e provavelmente a queda foi causada por infiltração de água decorrente das nevascas ocorridas em Fevereiro em Roma.

A polícia isolou a fonte, e os restauradores examinaram os danos, recolhendo cerca de cinco outras peças que pareciam ameaçadas de cair. A base da fonte, que aparece com destaque em filmes como “La Dolce Vita”, “A Princesa e o Plebeu” e “A Fonte dos Desejos”, seria esvaziada e limpada, Segunda-feira, como ocorre semanalmente.

Dino Gasperini, conselheiro municipal de Cultura, pediu verbas para a protecção da fonte, construída em 1762, e disse que seria necessária uma nova restauração completa, a última ocorreu há 20 anos.

O Partido Verde disse que os monumentos romanos estão em situação crítica, e criou uma campanha para que os moradores da cidade enviem por email denúncias sobre bens culturais ameaçados.

“Achamos que o que está a acontecer na Fontana di Trevi, um dos mais reconhecidos monumentos do mundo, é gravíssimo”, disse o dirigente partidário Angelo Bonelli.

Os turistas que visitavam o local, Segunda-feira, mostraram-se preocupados. “O património não deveria ser só um custo, deveria ser também um recurso. Por exemplo, aquele bar deveria pagar algo a mais, uma vez que tem o privilégio de ficar localizado à frente da Fontana di Trevi, que é uma das maiores maravilhas do mundo”, disse Daniele Masta.

A fonte fica na confluência de três antigas estradas (“tre vie”),  onde a água chegava depois de percorrer um aqueduto com cerca de 13 quilómetros. Esse aqueduto abasteceu Roma durante mais de quatro séculos, até ser destruído por invasores visigodos.

A tradição de construir fontes monumentais nas extremidades dos aquedutos foi retomada depois do Renascimento.

A actual fonte foi encomendada em 1730 pelo papa Clemente 12, para substituir uma estrutura mais simples. As alegorias mostram Tritões guiando Oceanus, deus de todas as águas, na sua concha-charrete.

Diz a tradição que os turistas que atiram uma moeda à fonte têm garantia de voltar a Roma um dia.

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