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Passagem da droga no aeroporto de Maputo: suspeitos de facilitação chamados a responder

Alguns agentes da Polícia e das Alfândegas que prestavam serviço no Aeroporto Internacional de Maputo, na capital de Moçambique, estão a ser ouvidos, recaindo sobre eles fortes suspeitas de estarem envolvidos em esquemas de corrupção que acabavam na facilitação da entrada, no país, de cidadãos transportando droga diversa, com particular incidência para a cocaína.

Tais dados foram obtidos pelo “Noticias” do Inspector-Geral do Ministério do Interior, Zeferino Zandamela, tendo ajuntado que as investigações em curso irão determinar o grau de envolvimento de cada um e a natureza do processo a ser instaurado, entre disciplinar e criminal.

Segundo apurou o jornal, o grupo, que já foi afastado dos seus postos de trabalho, é indiciado de ter feito vista grossa, durante largo tempo da sua actividade, aos passageiros que entravam a partir do aeroporto com droga.

Acredita-se que neste envolvimento os indiciados recebiam em troca da passagem da droga avultadas somas monetárias como recompensa.

Uma vez desbaratado o grupo de suspeitos, a nova equipa de agentes da Polícia e de alfandegários passou a detectar quase que semanalmente casos de traficantes a tentar fazer passar a droga, o que até há bem pouco tempo não acontecia.

Segundo o “Noticias”, um dado adquirido é que nos casos em que se fez “vista grossa” a droga entrou para o país, sendo agora justo que os presumíveis envolvidos nestes esquemas sejam agora responsabilizados.

Zeferino Zandamela considerou que era ainda prematuro falar de um número definitivo de indivíduos sob suspeita, referindo apenas que o processo de investigação é complexo e a cocaína era preferencialmente o tipo de drogada mais traficada.

Assegurou, todavia, que pelo menos oito pessoas encontram-se detidas por terem sido detectadas no Aeroporto Internacional de Maputo transportando consigo a droga, entre as quais estão cidadãos nacionais e sul-africanos.

“O mais importante é prosseguir com o combate à droga e não questionar a razão por que só agora estamos a detectar muitos casos num curto espaço de tempo. É verdade que antes nunca tivemos uma situação igual, mas agora temos de apurar se os (nossos) colegas recebiam ou não suborno para deixar passar a droga. Como disse, o mais importante é o trabalho que estamos a fazer, de neutralizar os traficantes e evitar que mais droga entre no país” – disse o Inspector-Geral quando questionado sobre a quantidade de casos descobertos nos últimos dias.

Zeferino Zandamela confirmou igualmente estarem em curso acções tendentes a travar a entrada de droga no país, por outras vias, como é o caso da marítima e terrestre.

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