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Parturientes recebem bofetadas na hora do parto

Mulheres da cidade de Quelimane, aproveitaram-se da visita da esposa do Presidente da República de Moçambique, Maria da Luz Guebuza, para denunciarem os maus tratos a que são submetidas quando estas vão a maternidade do Hospital Provincial de Quelimane (HPQ), na hora do parto. Num encontro havido na casa provincial da Cultura da Zambézia, as mulheres informaram a Maria da Luz Guebuza, que agora muitas mulheres preferem nascer em casa, porque no local onde deveriam realizar os partos, neste caso nas maternidades, são sujeitas a bofetadas, no momento exacto que estas precisam de ajuda das enfermeiras.

As mulheres presentes apontaram a maternidade do HPQ, como sendo o local onde elas passam mal, dai que a preferência de muitas mães, sobretudo aquelas que pela primeira vez pretendem fazer filhos, suas as casas das senhoras mais velhas. “Queremos informar a mamã da Luz que na maternidade do maior hospital que nós temos só nos batem”- disse uma das participantes, para depois questionar que “será que as enfermeiras foram formadas para bater ou ajudar as pessoas?”

No meio de muitos aplausos, uma outra senhora levantou-se e diante do Governador da Zambézia, e altas individualidades do sector de Saúde na província da Zambézia, explicou que quando as mães parturientes, sobretudo aquelas que é pela primeira vez que entraram naquela casa, as enfermeiras até gozam dizendo que “na altura em que fazias amor não sabias que dói no fim”-estivemos a citar uma das mulheres que interviu na ocasião.

Isso tudo segundo as mesmas mulheres, acontece com as enfermeiras recém formadas, dai que as parturientes não sabem o que lhes motiva a estas ditas novas enfermeiras e veredarem por este comportamento.  Médica chefe provincial reconhece Já intervindo na ocasião e em jeito de remate, a médica-Chefe de Saúde na província da Zambézia, Joana Nachaque, reconheceu haver problemas desta natureza, mas aconselhou as mães para que identifiquem as enfermeiras em caso que isso acontece.

De acordo ainda com Nachaque, casos destes podem acontecer, mas não é vontade das autoridades sanitárias que isso acontece, dai que segundo ainda a médica chefe de Saúde na província, esforços serão envidados para que esta pratica seja estancada uma vez por todas. Porém, a fonte assegurou aos presentes que a Saúde na Zambézia, sobretudo o HPQ não vive de coisas más, também há pessoas, neste caso enfermeiras que realizam um excelente trabalho. E para estas, de acordo com Nachaque, há que acarinha-las para que elas continuem a fazer, quiçá melhorarem mais.

Entretanto, a Primeira-Dama da República de Moçambique, Maria da Luz Guebuza, mostrou-se preocupada com aquilo que ouviu, dai ter recomendado a direcção provincial de Saúde para encontrar uma vez por todas as praticantes desta acção e estancar este fenómeno. Segundo ainda Da Luz Guebuza, o objectivo do Governo de Moçambique não é de afugentar as mulheres das maternidades, pelo contrário é sim, acarinha-las para que hajam mais partos institucionais, dai que na sua óptica com aquilo que tudo ouviu, as mulheres podem recuar e não entrarem nas maternidades.

Refira-se que na província da Zambézia, registam-se muitos partos extra-hospitalares e que em alguns casos, os bebés perdem a vida ou mesmo as mães.

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