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Partidos defendem melhoria e acessibilidade do calendário eleitoral

Os partidos políticos defendem que o calendário eleitoral para as próximas eleições autárquicas, a ser aprovado nos próximos dias, deve ser estruturado de modo a facilitar a sua compreensão. É que nos pleitos passados, segundo argumentam, o calendário apresentava uma “estrutura complicada” e com os prazos de realização das actividades muito apertados, o que dificultava a sua compreensão e o seu consequente cumprimento.

Para reverter este cenário, a Comissão Nacional das Eleições (CNE) apresentou aos partidos políticos, na última segunda-feira (18), em Maputo, o projecto do calendarização das eleições autárquicas, a terem lugar no dia 20 de Novembro. O acto tinha em vista colher subsídios para posterior melhoramento deste documento. Foi um encontro bastante concorrido pelas diferentes formações políticas, com a Renamo, maior partido da oposição, a pautar pela ausência.

A iniciativa de reunir os partidos políticos para dar-lhes a conhecer o projecto do calendário mereceu o louvor por parte destes, uma vez que tiveram a oportunidade de dar suas contribuições para aquilo que deve ser o calendário definitivo a ser anunciado nos próximos dias. Entretanto, apesar de aprovarem a iniciativa, alguns os partidos políticos que estiveram presente no encontro, consideram que o projecto do calendário eleitoral, ora apresentado, carece de muitas melhorias para atingir o nível desejado.

“Saio com uma impressão negativa em relação a esse calendário”, afirmou José de Sousa, porta-voz da Gabinete da Central das Eleição do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que foi secundado por Francisco Campira, presidente do partido PASOMO, que também defende a opinião de que o calendário precisa de ser melhorado. No encontro, foram ainda levantadas questões relativas à estrutura do documento.

Os intervenientes defendiam a ideia de que o mesmo deve seguir a cronologia das actividade, para além de que situações de incompatibilidade das datas com as actividades a serem executadas devem ser devidamente acauteladas. No entanto, as formações políticas acreditam que, com o tempo que resta para as eleições, ainda é possível melhorá-lo e implementar as mudanças por eles sugeridas.

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