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Parte considerável de alfabetizados faltou aos exames

O Ministério moçambicano da Educação (MINED) considera de “preocupantes” os níveis de abstenções de alfabetizandos nas salas de aulas durante os exames da primeira chamada realizados recentemente em todo o país.

 

Falando, terça-feira, em Maputo, o director da Comissão de Exames no MINED, Jafete Mabote, disse que um número considerável dos 111.638 alfabetizandos inscritos para os exames deste subsistema de ensino não se fez presente nas salas dos testes finais.

 

“As abstenções são preocupantes no subsistema de Alfabetização e Educação de Adultos. Em algumas províncias, os alunos que não compareceram às salas de exame na primeira chama atinge a 40 por cento dos inscritos”, disse Mabote, falando em conferência de imprensa convocada para fazer o balanço dos exames finais, cuja segunda chamada começa já na próxima semana.

Este balanço é referente aos resultados da primeira chamada. Os dados referentes aos exames da segunda chamada ainda não são conhecidos.

Certamente que este fracasso deita por água abaixo os esforços das autoridades em reduzir os índices de analfabetismo que ainda são elevados no país.

Nos outros subsistemas de ensino, o nível de aproveitamento dos examinandos variam, com excepção dos institutos de formação de professores que, no geral, tiveram resultados considerados “muito bons”.

Na 12ª classe, a classe terminal do segundo ciclo do ensino secundário, os resultados preliminares indicam resultados razoáveis, sendo apenas más as notas obtidas pelos examinandos nas disciplinas de Matemática e Física.

A mesma tendência se verifica nos exames da décima classe, que, no geral, os resultados são razoáveis, tendo apenas os estudantes registado notas baixas nas disciplinas de Matemática, Química e História. Aparentemente, o MINED não tem boas expectativas na melhoria das notas dos examinandos.

“A sociedade não se deve assustar com as pautas”, disse Mabote, apontando o novo modelo de avaliação e o novo currículo escolar como novos factores que poderão influenciar os resultados finais dos exames. Segundo explicou a fonte, o novo regulamento de avaliação estabelece notas mínimas que o estudante deve ter no exame de uma determinada disciplina.

Com base nessa nota e com a nota de frequência do estudante, determina-se a média final da disciplina. Assim, na décima classe, passa-se a exigir uma nota mínima obrigatória de sete valores, o que constitui uma viragem em relação ao regulamento anterior que não estabelecia nenhum limite.

Ao nível da 12ª classe, existia uma nota mínima, mas esta foi agravada de sete para oito valores. “Assim, os alunos devem prepararse sabendo que há uma barreira imposta pelo novo regulamento de avaliação”, disse Mabote, acrescentando que “este regulamento impõe uma nova dinâmica na escola”.

No geral, o MINED faz um balanço positivo dos exames finais, uma vez terem sido realizados em todo o país, particularmente em todos os centros planificados, em tempo útil.

Contudo, esta instituição lamenta o registo de 112 casos de fraude, 108 dos quais envolvendo alunos e as outras protagonizadas por professores.

“Como resultado desses actos, 108 alunos perderam o ano lectivo”, disse Mabote. Em relação aos professores envolvidos em fraudes, Mabote disse que “eles estão agora a responder em processos disciplinares e o resultado disso já é sabido: demissão ou expulsão”

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