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Parcerias público-privadas de três países da SADC investem sete biliões de dólares

As parcerias público-privadas de Moçambique, Botsuana e Zimbabué a serem constituídas entre 2011 e 2012 deverão investir cerca de sete biliões de dólares norte-americanos em obras de construção da linha férrea ligando aqueles três países da África Austral para o transporte de cerca de 30 milhões de toneladas/ano de carga diversa, com realce para o carvão mineral destinado à exportação.

“Este valor pode ser o mínimo, pois, à medida que o volume de carga a ser transportada vai aumentando, os investidores vão igualmente incrementar o seu investimento no projecto”, indicou ao Correio da manhã Francisco Silva, assessor da empresa pública Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).

Silva é um dos mentores do empreendimento e falava ao jornal depois de ter feito a apresentação aos ministros dos Transportes e Comunicações daqueles três países do projecto de construção da linha férrea Moçambique/Botsuana, passando por Zimbabué, e do porto de águas profundas de Techobanine, no distrito de Matutuíne, província meridional moçambicana do Maputo.

Variantes

O assessor dos CFM explicou ainda que os dois projectos “são eminentemente comerciais”, pelo que tem de haver produtos que justifiquem o investimento, “daí a necessidade de nós termos de interagir para sabermos as dimensões e quantidades de mercadorias que cada país vai ter para a linha”, ajuntou Francisco Silva, realçando que por isso os projectos devem ser da responsabilidade dos sectores público-privados dos referidos países.

A maior parte da linha férrea de mais de mil quilómetros de extensão estará localizada em Moçambique, prevendose que seja de 600 a 700 quilómetros, que se estenderão por uma parte da linha férrea do Limpopo, em Gaza, “estando em equação algumas variantes para passar por Boane, Pessene e Moamba, em vez de vir directamente ao porto de Techobanine para depois seguir à linha do Limpopo”, ajuntou Silva.

Refira-se que após a assinatura pelos ministros dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Paulo Zucula, Botsuana, Frank Ramsden, e do Zimbabué, Nicholas Goche, do protocolo sobre os dois projectos, seguir-se-á a fase dos técnicos dos mesmos países procederem ao desenho do projecto de engenharia para “seguirem-se as fases de construção propriamente dita, pois não será duma vez, mas em várias fases”, explicou igualmente ao Cm a terminar Francisco Silva.

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