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Papel das florestas na luta contra aquecimento sofre com outras

As negociações sobre a redução das emissões do desmatamento, nas quais o Brasil desempenha um papel fundamental, e que deve ser um dos grandes temas no encontro de Copenhague em Dezembro, poderão ter seu sucesso diminuído se acordos em outras questões essenciais não forem fechados, afirmam os especialistas.

“Reduzir o desmatamento é a forma mais rápida e mais barata de eliminar uma parte significativa das emissões de gases do efeito de estufa mundialmente, por essa razão há muitas possibilidades de se alcançar um acordo a respeito”, declarou à AFP Paulo Adario, director da campanha Amazônia do Greenpeace Brasil. A floresta tropical primária é um “aspirador de carbono”.

As árvores absorvem e armazenam grandes quantidades de CO2 emitidos durante décadas, que pode ser liberado quando essas árvores são destruídas. O desmatamento é actualmente responsável por 20% das emissões globais de gases do efeito estufa. Com um mínimo estimado de 100 toneladas de carbono por hectare de floresta destruída, o desmatamento responde por 75% das emissões do Brasil e coloca o país como o quarto emissor global, apesar de ter um modelo económico mais limpo industrialmente.

Por esta razão, a Redução das Emissões Derivadas do Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) tornou-se uma das questões-chave na negociação de um novo acordo internacional para combater as alterações climáticas. “Para parar o desmatamento em todo o mundo, o REDD precisa de 30 bilhões de dólares por ano, um valor relativamente pequeno se comparado aos 150 bilhões de euros necessários para financiar a adaptação e mitigação dos países em desenvolvimento, e esse dinheiro existe” explica Adário, expressando otimismo sobre o sucesso desta parte da negociação.

Brasil, Indonésia e países africanos na Bacia do Congo, as principais regiões atacadas pelo desmatamento ou degradação das florestas tropicais, têm discutido suas divergências sobre o financiamento e acompanhamento dessas ações. Segundo Alden Meyer, da ONG ‘Union of Concerned Scientists, “foram realizados progressos em alguns dos pontos-chave da negociação de REDD”. Mas “se Copenhague alcançar um acordo sobre REDD e não sobre outras questões, será um problema”, disse Adário à AFP.

“Um acordo do REDD sobre as florestas pode acabar como um exercício de propaganda verde se não houver um tratado juridicamente vinculante para combater a mudança climática em Copenhague”, lamenta, por sua vez, Nathaniel Dyer, da ONG britânica, Rainforest Foundation. Delegados de mais de 180 países que negociaram esta semana em Barcelona, na última rodada de discussões técnicas para a reunião de Copenhague, já reconhecem abertamente que a reunião na capital dinamarquesa, de 7 a 18 de Dezembro, pode não criar um tratado juridicamente vinculativo.

Tudo aponta para uma declaração de intenções políticas e a decisão de se estabelecer um novo prazo para tentar se concluir um novo acordo climático internacional em 2010. O principal obstáculo é a incapacidade dos Estados Unidos para se comprometer internacionalmente com números precisos da redução de suas emissões.

“Os países industrializados têm uma responsabilidade histórica pela mudança climática e um acordo sobre o REDD não será eficaz sem compromissos desses países para reduzir suas emissões em pelo menos 40%”, diz o Alejandro Alemán do Centro Humboldt da Nicarágua.

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