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Países do G20 Mantêm Planos de Estímulo Até Recuperação Estar Garantida

Líderes do Grupo de 20 economias avançadas concordaram com medidas para restaurar o sistema económico mundial danificado e também concordaram em manter as medidas actuais de estímulo até estar garantida a recuperação total.

Os países do G20 concordaram ainda em fazer do G20 o fórum principal para cooperação económica internacional, suplantando o antigo Grupo de Oito economias principais – Grã Bretanha, Canadá, França. Alemanha, Itália, Japão, Rússia e Estados Unidos. E os líderes prometeram concluir as negociações comerciais de longa data, que têm como finalidade liberalizar o sistema comercial mundial, que passaram a ser chamadas a Ronda de Doha.

“A curto prazo devemos continuar a implementar os nossos programas de estímulo à actividade económica até que a recuperação se consolide”, disseram os líderes do G20 num comunicado final emitido a 25 de Setembro. “Também temos que desenvolver um processo transparente e credível de retirada do nosso apoio extraordinário fiscal, monetário e ao sector financeiro a ser implementado quando a recuperação estiver plenamente garantida”. Num esforço para equilibrar o sistema económico mundial, o G20 concordou que os países membros com défices comerciais significativos, constantes, deviam implementar políticas para apoiar as poupanças privadas, mantendo mercados abertos e reforçando os sectores da exportação.

Os países do G20 com excedentes comerciais constantes e significativos anunciaram o reforço de fontes internas de crescimento através do aumento ao investimento, da redução das distorções do mercado, do aumento da produtividade, da melhoria da rede de segurança social para os seus cidadãos e da eliminação de constrangimentos impostos ao crescimento, disse o comunicado. “A nossa resposta vigorosa ajudou a interromper o declínio intenso e perigoso da actividade mundial e a estabilizar os mercados financeiros”, afirmaram os líderes. “A produção industrial está agora a aumentar em quase todas as nossas economias.

O comércio internacional está a começar a recuperar. As nossas instituições financeiras estão a mobilizar o capital necessário, os mercados financeiros estão a mostrar vontade de investir e emprestar e a confiança aumentou”. O Presidente Obama declarou que a Cimeira do G20 em Londres, há seis meses, assinalou um ponto de viragem significativo no esforço do G20 para evitar a catástrofe económica mundial. “Aqui em Pittsburgh, tomámos várias medidas significativas para assegurar a nossa recuperação e a transição para um crescimento económico forte, sustentável e equilibrado”, disse Obama.

Ele afirmou que o G20, cujos membros incluem economias desenvolvidas e em rápido crescimento, tirou a economia mundial do abismo e lançou as bases para a prosperidade a longo prazo. Os líderes do G20 reuniram-se numa cimeira de dois dias a fim de decidir sobre medidas para controlar compensações para executivos de bancos e bolsas, reforçar as normas financeiras internacionais e edificar uma economia mundial mais equilibrada. A Cimeira de Pittsburgh é a terceira reunião de líderes em menos de um ano. O grupo reuniu-se em Novembro do ano passado quando a recessão económica estava a piorar, depois os líderes tiveram uma cimeira idêntica em Londres, em Abril, numa altura em que a economia mundial parecia encontrar-se no pior momento da recessão económica desde os anos 30 do século passado.

Obama disse que os líderes mundiais, que se reuniram em Pittsburgh para examinar em que ponto a economia se encontra agora e avaliar o caminho a seguir, concordaram em manter os planos de recuperação até que o crescimento seja restaurado e também definiram um novo quadro para a prosperidade. “Os nossos planos coordenados de estímulo desempenharam um papel indispensável para afastar a catástrofe. Agora, devemos certificar-nos de que quando o crescimento voltar também voltem os postos de trabalho”, declarou Obama numa conferência de imprensa final, a 25 de Setembro.

“É por isso é que continuaremos com os estímulos até ter de novo as pessoas a trabalhar e iremos diminui-los progressivamente quando a nossa recuperação for forte”. Segundo Obama, os líderes também concordaram em desenvolver regras financeiras mais duras para reduzir o perigo de voltarem a acontecer crises económicas semelhantes. “Traremos mais transparência ao mercado de derivados e reforçaremos os critérios quanto ao capital nacional para que os bancos possam suportar perdas e pagar pelos seus próprios riscos”. Obama afirmou que serão criados instrumento para responsabilizar as grandes instituições financeiras mundiais sem colocar mais pressão nos contribuintes.

Os líderes da Cimeira do G20 concordaram em reduzir progressivamente os subsídios ao combustível fóssil, que são agora de cerca de $300 mil milhões mundialmente. “Concordámos em reformar o nosso sistema de cooperação e governação económica mundial. Para fazer com que as nossas instituições reflictam a realidade da nossa época atribuiremos mais responsabilidade a economias emergentes no seio do Fundo Monetário Internacional e daremos maior expressão”, disse Obama.

Obama declarou que para construir novos mercados e ajudar os mais pobres do mundo a sair da pobreza, os líderes do G20 criaram um novo Trust Fund do Banco Mundial a fim de apoiar investimentos na segurança alimentar e financiamento para energia limpa e a um preço acessível. “No G20 conseguimos um nível de cooperação económica mundial, tangível que nunca tínhamos visto antes, agindo para enfrentar a ameaça colocada pelas alterações climáticas”, disse ele.

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