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Conferência das Nacões Unidas Apela a Agricultura Sustentável para Acabar com a Fome

Fazer com que os pobres do mundo consigam alimentar-se através de agricultura sustentável ajudará a aliviar a crise causada por uma das ameaças urgentes com que o mundo é confrontado: fome crónica e respectivas consequências, diz a Secretária de Estado Hillary Rodham Clinton.

“Esta é uma questão que nos afecta a todos porque a segurança alimentar está relacionada com segurança económica, ambiental e nacional para os nossos países e para o mundo”, declarou Clinton a 26 de Setembro numa conferência sobre segurança alimentar co-organizada pelo Secretário Geral das NU Ban Ki-Moon, durante a Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque.

Representantes de 130 países, organizações internacionais e organizações não governamentais estiveram na conferência para tratar das causas subjacentes à fome mundial. A falta de alimentos arrasou o mundo em 2008, ameaçando a segurança de mais de 50 países e milhões de pessoas, derrubando governos em algumas das zonas mais pobres, pois as pessoas que sofriam de fome crónica atacaram os governos. O Grupo de Oito economias industrializadas, reunido em Itália em Julho, atribuiu $20 mil milhões por um período de três anos para aliviar a fome crónica através de agricultura sustentável. Na reunião do Grupo de 20, que acaba de se realizar em Pittsburgh, os líderes concederam mais $2 mil milhões.

Os Estados Unidos estão a contribuir com $3.5 mil milhões para esse esforço. Os países do G20 pediram ao Banco Mundial e às agências humanitárias que criassem um trust fund multilateral que aumentaria o investimento na ajuda à agricultura nos países mais pobres. Uma cimeira mundial de alimentação está prevista em Novembro. “Há mais do que alimentos suficientes no mundo, mas hoje mais de mil milhões de pessoas têm fome. Isto é inaceitável”, disse Ban Ki-Moon. As rixas por causa de alimentos praticamente desapareceram quando os países enviaram ajuda alimentar e apoiaram os esforços do Programa Alimentar Mundial para resolver a escassez imediata. Mas Ban Ki-Moon disse que a escassez e as disparidades servem para ilustrar que as abordagens actuais da ajuda alimentar são inadequadas.

“A crise alimentar está longe de terminar. Cada vez mais pessoas não têm os alimentos de que necessitam porque os preços são extremamente elevados, porque o seu poder de compra caiu devido à crise económica ou porque não choveu e as reservas de cereais foram comidas”, declarou Ban Ki-Moon. Clinton afirmou que os novos esforços devem investir em planos dirigidos pelo país, que se concentrem nos obstáculos que dificultam o abastecimento em alimentos dum país. “Teremos mais possibilidades de sucesso se fizermos parcerias em vez de dar auxílio”.

As medidas devem combater as causas subjacentes à fome investindo em tudo desde pesquisa a sementes melhoradas, a programas de seguros para pequenos agricultores, a projectos de infra-estruturas em grande escala que criem mudança sistémica, sustentável, disse Clinton, baseando-se nos objectivos propostos na cimeira do G8 em Julho. Também pediu uma melhor coordenação de modo a evitar duplicação de esforços que esgotam os recursos.

A conferência sobre alimentação apelou ao apoio aos processos de reforma em curso, que têm por finalidade maior eficiência e eficácia de organizações internacionais, incluindo o Grupo Consultivo para Investigação Agrícola Internacional e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. A fim de ajudar a cumprir os planos do país, Clinton propôs aumentar os benefícios de instituições multilaterais porque têm os meios e os recursos para ajudar mais do que um país.

Clinton afirmou que os países desenvolvidos deviam anunciar um empenhamento a longo prazo baseado na responsabilidade. “Continuaremos, obviamente, a investir em crises e emergências, mas queremos começar a tentar aliviar as crise e emergências ajudando as pessoas a alimentarem-se a si mesmas. Juntos, estes princípios representam uma abordagem baseada em investimentos no nosso futuro colectivo. E ajudarão a alcançar resultados alargados e duradouros”, disse Clinton.

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