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ORIGEM DA CAPULANA

ORIGEM DA CAPULANA

Num belo texto, Maria de Lurdes Torcato escreveu que a origem da capulana continua um enigma, mas que na África oriental falante de Swahili se diz que a maneira de vestir a capulana surgiu no século XIX “quando as mulheres começaram a comprar lenços (em Swahili diz-se leso) de tecido de algodão estampado e colorido, trazido pelos mercadores portugueses do Oriente para Mombaça”.

“Ora, sejam quais forem as suas modalidades modernas, a capulana mais não é, em meu entender, do que uma descendente do antigo bertangil (ou bertangim), tecido de algodão vermelho e azul fabricado na Índia (Surate, Cambaia, Diu e Damão), que serviu, até, como moeda. O protótipo da capulana é anterior ao século XIX e creio que começa a afirmar-se na segunda metade do século XVIII”.

Não se pode contar a história da capulana sem se falar de uma técnica em particular de estampagem, por intermédio da qual nasceu o tipo de tecido que mais facilmente identificamos como africano. É a técnica indonésia do batik.

Outra história reza que a capulana (ou kanga, ou pano, ou pagne) nasceu no Quénia em meados do século XIX. As versões variam nalguns pormenores, mas todas apresentam os portugueses como comerciantes de lenços estampados provenientes da Índia, muito apreciados na região. Aliás, mesmo consultada de raspão, percebe-se da bibliografia sobre as relações comerciais no Índico que pelo menos desde o século XVII os tecidos indianos eram importante moeda de troca e fonte de receitas no comércio com a costa oriental africana.

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