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ONP pede participação de todos na melhoria da qualidade do ensino

A Organização Nacional do Professor (ONP) reitera o pedido a sociedade civil moçambicana no sentido de continuar a apoiar o docente, para que este possa prestar um serviço de qualidade na educação e formação do homem novo, dentro e fora da sala de aulas. 

O apelo foi feito, na cidade de Tete, pelo Secretário Provincial da ONP, Porfírio Jorge, a margem das comemorações do 12 de Outubro, Dia do Professor, assinalado este ano sob o lema “livros abertos, portas abertas”. Jorge disse, na ocasião, que, 28 anos após criação desta organização, o professor continua com a missão de lutar contra o analfabetismo e garantir um ensino de qualidade para todos, assim como participar, de forma activa, na sua comunidade.

“São 28 anos de luta em que muitos dos nossos colegas tombaram, uns por causa da guerra civil, outros por doenças crónicas, incluindo o HIV/SIDA. Todavia, o professor continua com a missão nobre de luta contra o analfabetismo e garantir um ensino de qualidade para todos e participar activamente na sua comunidade”, disse Jorge.

O secretário provincial da ONP pediu, por outro lado, ao Governo para flexibilizar a distribuição da bata branca para todos os professores, conforme está estipulado na lei, de forma que os docentes possam abrir o ano lectivo 2010 devidamente uniformizados. Não obstante as conquistas no sector da Educação, cuja concretização teve o “inestimável e imprescindível” contributo do professor, como é o caso do aumento substancial, no país, do número de quadros formados, este continua a ser apontado como responsável por práticas pouco abonatórias à imagem da educação.

Não são raras as vezes em que professores são responsabilizados por abusos sexuais contra raparigas no ensino em troca de notas, arrogância, falta de assiduidade, entre outras práticas pouco abonatórias. Porfírio Jorge reconhece a existência do fenómeno na classe docente, mas garante que o Sindicato Nacional dos Professores de Moçambique (SNPM) está a levar a cabo palestras de sensibilização e educação que estão a surtir o feito desejado, dado que há uma redução de episódios desse género. A fonte apontou, a título de exemplo, que só na cidade de Tete três indivíduos, nomeadamente dois professores e um agente dos serviços administrativos da educação, processaram falsamente horas extras para indivíduos que não as fizeram e mesmo assim o dinheiro desembolsado não foi pago a quem diziam se destinar.

A situação, quando descoberta, culminou com a detenção dos indiciados que estão agora sob custódia policial. Todavia, ele reitera que o triunfo da educação está dependente da colaboração de toda sociedade civil, porque o professor é um cidadão e filho dessa mesma sociedade, daí que todos têm um papel a desempenhar para melhorar a qualidade da educação. As festividades do Dia do Professor moçambicano em Tete começaram com uma desfile envolvendo alunos e professores das escolas primárias, secundárias e técnicas. Após a deposição de uma coroa de flores, na Praça dos Heróis, seguiramse os discursos de várias individualidades presentes.

Durante a semana do professor, iniciada no dia 05 (Dia Mundial do Professor), estando o encerramento previsto para o próximo Sábado, os professores de Tete realizaram várias actividades como jornadas de limpeza ao hospital provincial, visitas às campas dos colegas já falecidos, audiência com a secretária permanente provincial, entre outras.

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