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Obama diz que os EUA vão “destruir” o Estado Islâmico

Os Estados Unidos planeiam combater o Estado Islâmico até o grupo não ser mais uma força no Oriente Médio, e vão buscar justiça pelo assassinato do jornalista norte-americano Steven Sotloff, afirmou o presidente dos EUA, Barack Obama, esta quarta-feira (3).

Obama acrescentou que destruir o grupo militante levará tempo por causa do vácuo de poder na Síria, do grande número de combatentes da Al Qaeda que ganharam experiência durante a guerra no Iraque e da necessidade de formar coligações, inclusive as comunidades sunitas locais.

O Estado Islâmico divulgou um vídeo, terça-feira, a mostrar a decapitação de Sotloff, o segundo refém norte-americano morto nas últimas semanas, em retaliação aos ataques aéreos dos EUA no Iraque.

“A questão é esta: o nosso objectivo é claro, degradar e destruir o Estado Islâmico para que não seja mais uma ameaça não só ao Iraque, mas à região e aos Estados Unidos”, afirmou Obama numa entrevista colectiva.

“Seja lá o que for que estes assassinos pensam que irão conquistar matando norte-americanos inocentes como Steven, já fracassaram”, disse Obama. “Fracassaram porque, como muitos em todo o mundo, os norte-americanos estão enojados com a sua barbárie. Não seremos intimidados”.

As autoridades dos EUA e da Grã-Bretanha examinaram o vídeo, que exibe o mesmo carrasco com sotaque britânico da filmagem de 19 de Agosto do assassinato do também jornalista norte-americano James Foley, e concluíram ser autêntico.

Os Estados Unidos retomaram os ataques aéreos no Iraque em Agosto pela primeira vez desde a retirada das suas tropas do país em 2011, e Obama declarou que estas acções já têm se mostrado eficazes.

As autoridades de alto escalão do governo Obama sublinharam os alertas do presidente contra o Estado Islâmico. “Eles deveriam saber que vamos segui-los até os portões do inferno, até serem levados à justiça. Porque o inferno é onde irão morar”, afirmou o vice-presidente, Joe Biden, em New Hampshire.

Em Washington, o secretário de Estado, John Kerry, classificou a execução de Sotloff de “soco no estômago” e disse que os EUA usaram todas as ferramentas militares, diplomáticas e de inteligência que possuem para libertar os reféns na Síria.

Obama está a enviar Kerry, o secretário de Defesa, Chuck Hagel, e a conselheira de contra-terrorismo, Lisa Monaco, ao Oriente Médio para elaborar maneiras de combater o Estado Islâmico com parceiros regionais. “Isto não vai levar uma semana ou um mês por causa do vácuo na Síria. Vai levar tempo para fazermos com que recuem”, disse Obama.

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