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O poder das redes sociais

O poder das redes sociais
No começo a Internet resumia-se aos motores de busca simplistas e aos emails, que revolucionaram a nossa vida que esteve dependente de bibliotecas, correios e telefones. Depois tudo mudou. A World Wide Web popularizou-se mundialmente e evoluiu num nanossegundo da História, comparativamente com o tempo de penetração da maioria dos outros inventos humanos até à data. Transformou-se na Web 2.0, a da computação social, dos “chats” em tempo real e das redes de amizade, do cruzamento de informações, da comunicação e da colaboração, das contribuições para a Wikipédia e dos mundos virtuais.
Hoje faz-se a revolução nas redes sociais como Twitter ou Facebook. Estas redes sociais que permitem enviar fotos, vídeos e mensagens deu voz e visibilidade mundial aos protestos nas ruas de Teerão. Mas foi na Moldávia, um pequeno país da Europa Oriental, onde a revolução começou.

A eleições moldavas, do passado mês de Abril, não tiveram muito eco no mundo, até que um grupo de vintões reunido num café decidiu convocar uma manifestação através da internet para protestar os resultados das eleições que davam como vencedor ao partido comunista, no Governo.
 
Contudo, as expectativas dos jovens e os dirigentes da oposição não eram grandes, esperavam que comparecessem talvez umas 200 pessoas. O protesto publicitou-se através do Twitter e do do Facebook e mais de 20.000 pessoas percorreram as ruas de Chisinau, a capital, furiosas com a suposta fraude dos comunistas. A marcha, que terminou em violentos incidentes, converteu-se no símbolo da primeira revolução twitter. O erro do Governo moldavo foi  subestimar as novas tecnologias. O facto é que na internet o mundo é democrático, todos dizem o que pensam, todos podem ter acesso a tudo e a censura pode ser sempre driblada. 
 
A China, gigante, hermética, milenar e tradicional, também foi afectada. Tudo começou com um fax. Em Junho de 1989, os estudantes chineses da Universidade de Michigan, ao terem conhecimento das imagens que davam contam da matança em Tiananmen, decidiram comprar todos um aparelho de fax. Assim, começaram a enviar para os seus familiares e amigos na China informação e fotos que demonstravam o que na realidade acontecera. Hoje, 20 anos depois da matança dos estudantes, o Governo de Pequim teve de enfrentar outro inimigo maior e mais silencioso: a internet. Entre os adolescentes chineses conhece-se a censura na Internet como a “Grandiosa Grande Muralha”.
Embora a polícia tenha impedido o acesso à praça de Tiananmen aos media estrangeiros na passagem do vigésimo aniversário, as histórias e as imagens do que se passou na praça correram como pólvora na web através do Twitter ou no Facebook. A Grande Muralha tem um brecha.
 
Guatemala Maio de 2009. O advogado Rodrigo Rosemberg é morto com vários tiros. Dias depois da sua morte surge no YouTube um vídeo onde Rosemberg acusava directamente o Presidente Álvaro Colom do seu assassinato “Se vocês estão a ver este vídeo é porque fui assassinado pelo Presidente”. Em poucos dias o vídeo é visto por mais de 500.000 pessoas na Internet. Jean Anleu Fernández, estudante de engenharia, colocou uma mensagem com 14 palavras no seu Twitter instando os seus seguidos (followers) a retirar dinheiro do Banco Banrural, uma das instituições financeiras que Rosemberg acusou de corrupção e também responsabilizou pela sua morte. O estudante foi detido, acusado e condenado em apenas um dia: a acusação foi a de provocar “pânico financeiro”. 
 
O desafio para os activistas informáticos que se juntam a causas como as do Irão consiste em enganar o que se chama, em gíria do meio, Muro de Berlim virtual. Os jovens rebeldes do Irão, que utilizaram nos seus computadores um programa que torna impossível identificar a sua identidade, são os mesmos que formaram as marés verdes nas ruas de Teerão. Os mesmos que abriram uma brecha num país conhecido pelo fundamentalismo ideológico do seu Governo. Uma brecha noutra Grande Muralha.
Para muitos especialistas em novas tecnologias as redes sociais na internet são incontroláveis, são simples e promíscuas, podem ser alcançados a partir de um computador em casa, no trabalho ou num café; tem-se ainda o telemóvel que, ligado à internet, nos coloca a par do essencial.
 
Frequentemente, vídeos amadores ou fotos de telemóveis são mandados para as redacções dos órgãos de comunicação social, antecipando a sua cobertura jornalística. É seguramente uma nova era comunicacional que ainda não se possa considerar informação, pela necessidade de a verificar e cruzar. É o chamado “empowerment” ou o poder de cada ser humano se afirmar, sem precisar de hierarquias, mas apenas com o seu saber, opinião ou protesto. Cada pessoa pode aderir a grupos de comunicação. Qualquer pessoa pode ser, na blogosfera, protagonista de alguma coisa.
 
O poder é a partir desta nova era o do saber e o da informação, que, interligando-se em redes comunicacionais para os fins mais diversos e ilimitados, tece teias telemáticas e torna o globo um único território, susceptível de mobilizar milhões de vontades.
 
facebook
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