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O Museu de Nwajahane

O Museu de Nwajahane

 O Museu de Nwajahane, ainda em fase de organização, visa documentar momentos da vida de Eduardo Mondlane e elementos da cultura e história locais. Dá a conhecer a povoação familiar (muti) do pai de Eduardo Mondlane, Nwajahane, filho de Magulani e neto de Machekahomu. Foi residência de Eduardo entre 1920 e a sua ida para Lourenço Marques, em 1935. Eduardo manteve um estreito contacto com a aldeia até ir para a África do Sul, em 1944. Em 1960, Mondlane tratou de garantir a manutenção desta povoação, da qual era o último descendente masculino, ordenando a construção de uma casa, que visitou em 1961, aquando da sua última estadia na terra que o viu nascer. Esta residência foi visitada por Samora Moisés Machel aquando da sua viagem do Rovuma ao Maputo, em 1975. Em 1983 foi decidido reagrupar os camponeses da zona que até então viviam dispersos em terrenos de famílias alargadas. Os habitantes da aldeia escolheram então o nome de Nwajahane para a nova aldeia que fica a oeste da antiga povoação familiar. Esta, em 2003, abrangia 175 casas residindo nelas 601 pessoas. Em 2007, decidiu-se incluir Nwajahane entre os monumentos nacionais definidos pela Lei de 1988.O local mereceu a visita do Presidente Armando Emílio Guebuza.

O Futuro Espaço
Museológico

Uma vez concluído, será constituído: (a) um espaço que compreende a habitação de 1920 (hoje cemitério familiar); (b) a área habitacional de 1922-35 e a casa de 1961 (junto da casa de 1920 separada da área anterior por uma mata de eucaliptos plantada depois de 1983; (c) um monumento e lugar de reuniões ao ar livre perto das casas de 1920 e 1961; (d) um espaço habitacional e de reuniões da família de Eduardo Mondlane e da Fundação Eduardo Mondlane (“Biblioteca”) numa zona que no tempo do líder era constituída por um cajual na época local de brincadeiras; (e) a aldeia fundada em 1983; (f) um espaço da Universidade Eduardo Mondlane do outro lado da aldeia com uma sala de exposições, sala de informática e outras instalações necessárias para apoio ao trabalho de campo – ainda a serem construídas; (g) uma reserva, já utilizada pelos habitantes da aldeia, que inclui a planície e lagoa de Nyaurongole, situada dois quilómetros a oeste da povoação familiar.

O Museu oferecerá guias que darão conta das histórias da povoação e da família, entre outros aspectos. Está ainda em preparação um livro/guia que aborda a história da região, o meio social e cultural em que Eduardo Mondlane nasceu e os vestígios visíveis na área do museu.

Para Saber mais

A zona de Nwajahane foi descrita em 1945-6 no livro “Chitlangu”de Eduardo Mondlane e A. Clerc. De uma forma generalizada e autocensurada, esta obra descreve a vida do jovem Eduardo Mondlane. “Eco da tua voz” de Janet Rae Mondlane, vol. I 2007, fornece uma bibliografia e cronologia, entre muitos outros elementos. Também o livro “O meu coração está nas mãos de um negro”, da autoria de Nadja Manghezi, reproduz fotografias da visita de 1961 e descreve certas passagens. Os volumes do boletim “Estudos Moçambicanos” nº 9, de 1991 e nº 16, de 1999, são igualmente importantes para quem quer saber um pouco mais sobre esta temática.

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