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“Nunca houve usurpação de imóveis para construção de sedes do MDM na Beira” afirma Daviz Simango

O presidente do Conselho Municipal da Beira e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, desmente as acusações segundo as quais o município ter-se-ia apoderado de imóveis pertencentes às organizações da sociedade civil para transformá-los em sedes daquele partido.

Simango diz que as pessoas que “espalharam” tal informação fizeram-no sem o conhecimento de causa, uma vez que nunca se aproximaram a ele, muito menos da edilidade, para ouvir a versão dos factos. Segundo o edil, as referidas instalações pertencem ao município da Beira e funcionam como Centros de Desenvolvimento Comunitários (CDC), um projecto da edilidade que é gerido pelas organizações da sociedade civil em coordenação com alguns parceiros da edilidade.

A disputa, segundo conta, começa quando a agremiação que fazia a gestão do projecto, na altura a Essor, ao aperceber-se de que ia perder tal poder devido ao facto de o seu mandato ter chegado ao fim, e na tentativa de continuar com os edifícios, desfez a associação e criou uma outra, a Amparo, cujos membros reivindicam os títulos de propriedade dos imóveis.

Simango explicou igualmente que, recentemente, quando foi eleita uma nova organização para gerir os centros, a Amparo excluiu-se da corrida e agora tem estado a impedir o acesso às instalações por parte do pessoal do município, incluindo ele próprio. “Um dia fui visitar os tais imóveis na qualidade de Edil da Beira, e eles tinham trancado as portas dos edifícios temendo que eu fosse empossar os novos gestores do CDC”, conta Simango e ajunta de forma peremptória que os imóveis pertencem o município da Beira. Retirada de bandeiras do MDM nalçguns municípios:

“Não processámos ninguém”

Relativamente à vandalização das bandeiras dos MDM, Simango, apesar de admitir a hipótese de processar os autores desses actos, diz que o mais importante seria que o assunto fosse discutido noutros fóruns, tal é o caso da Reunião Nacional dos Municípios, que decorreu em Maputo. “Nós já os processámos, alguns foram ouvidos pela justiça e outros ainda não foram, mas eu penso que esse assunto devia constar dos temas a serem discutidos durante na Reunião dos Municípios”, disse Simango visivelmente agastado.

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