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Número de mortos na Síria passa de 2.900, diz ONU

O número de mortos na Síria subiu para mais de 2.900 desde o início dos protestos pró-democracia em Março, disse o escritório da ONU para direitos humanos, esta Quinta-feira, enquanto os activistas alertavam que o país pode embarcar num conflito armado.

“Com base na lista detalhada de nomes individuais, o número total de pessoas mortas na Síria desde que os protestos começaram está em mais de 2.900”, disse à Reuters Rupert Colville, porta-voz da Alta Comissária da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay.

O cálculo anterior da ONU era de 2.700 mortos na repressão sangrenta promovida pelo governo do presidente Bashar al-Assad, que vem negando os relatos de abusos aos direitos humanos e alega não ter escolha a não ser restabelecer a lei e a ordem. Colville observou que o número mais recente não inclui aqueles que desapareceram ou cujo destino é desconhecido.

Sexta-feira, o Conselho de Direitos Humanos da ONU deverá revisar os números da Síria, como parte de sua avaliação regular de todos os países-membros do órgão. Os Estados Unidos e outros países ocidentais devem denunciar o que eles consideram como atrocidades cometidas pela Síria.

O fórum de Genebra no mês passado lançou uma comissão internacional de inquérito sobre supostos crimes contra a humanidade, na qual uma investigação preliminar da ONU afirmou estarem sendo perpetrados por forças de segurança da Síria.

O brasileiro Sérgio Pinheiro, que comanda a investigação composta por três membros, deve se reunir com uma delegação síria de alto escalão esta semana para pedir permissão para entrar no país. O grupo, que planeja reunir depoimentos na região, deve emitir um relatório até o final de novembro.

“PESADELO”

Quinta-feira, Radwan Ziadeh, um ativista sírio exilado, afirmou que mais de 30 mil sírios foram presos desde que os protestos começaram, muitos deles colocados em escolas ou campos de futebol transformados em centros de detenção.

“Os assassinatos em massa continuam,” disse ele em um debate sobre tortura no país. “Os centros de detenção são um pesadelo para os sírios agora.”

O Centro de Damasco para Estudos de Direitos Humanos havia documentado as mortes de 183 crianças pelas mãos de forças sírias, muitas sob tortura, além de 18 casos de estupro em Homs, disse ele.

Ziadeh afirmou que as forças sírias estão imunes a qualquer responsabilidade. Ele demonstrou desânimo com o fracasso do Conselho de Segurança da ONU em condenar a Síria, depois que China e Rússia vetaram uma resolução elaborada pela Europa, Terça-feira.

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