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Nova Escola de Artes Visuais entregue ao Governo

O Ministério moçambicano da Cultura, Armando Artur, recebeu formalmente, quinta-feira, as novas instalações da Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV), construída no quadro das relações de cooperação entre os governos de Moçambique e da China.

 

 

A nova escola, construída de raiz, situa-se no bairro do Aeroporto, arredores de Maputo, e está avaliada em 750 mil dólares norte-americanos financiados pelo governo da China, tendo as obras iniciado em Agosto de 2009.

As novas instalações, cujas obras iniciaram em Agosto de 2009, comportam essencialmente oito salas de aulas, uma biblioteca, um anfiteatro, gabinetes pedagógicos e até a altura em que a ENAV passar a exercer as suas actividades didácticas no novo recinto (Fevereiro de 2011) contará com um campo de jogos.

Para os residentes deste bairro, a abertura do novo recinto marca a consumação de um sonho de há muitos anos, pois o plano inicial previa a construção da Associação Cultural do Bairro do Aeroporto (ACBA), tendo, para o efeito, sido lançada em 1993 a primeira pedra pelo antigo presidente moçambicano, Joaquim Chissano, mas a falta de fundos frustrou o projecto.

A ACBA não nasceu, mas a ENAV compensa o sonho dos residentes porque a escola formará os alunos em matérias e cursos de domínio cultural, nomeadamente as Artes Visuais, Gráfica, Cerâmica, Têxteis e, agora, a Formação de Professores constitui outro desafio.

Discursando na ocasião, o Ministro da Cultura, que recebeu formalmente as chaves da escola, apelou aos futuros alunos (317 inscritos) e os residentes do bairro para velarem pelo novo estabelecimento de ensino, com vista a garantir a sua durabilidade.

“A escola é fruto das excelentes relações de amizade e cooperação entre o Moçambique e a China que se solidificam cada vez mais e reflectidos na presença deste país irmão em diversos projectos de desenvolvimento”, explicou o ministro.

Aliás, a China financia no país diversos projectos de construção de infraestruturas como, por exemplo, o Estádio Nacional a inaugurar ainda este ano, o Aeroporto Internacional de Maputo, a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Tribunal Judicial entre outros de vulto.

O bairro do Aeroporto é, segundo o ministro, “berço dos artistas” bastando para o efeito apontar nomes de figuras de grande estatura artística como Malangatana, Naftal Langa, Obilino Magaia entre outros “monstros sagrados”.

Desta feita, Armando Artur disse esperar que além de se situar no bairro, a escola produza novos e conceituados artistas que vão entrar para a galeria das artes e reforçar ainda mais a moçambicanidade através das artes. Por seu turno, o novo embaixador chinês em Moçambique, Huang Songfu, disse que se trata não apenas de uma escola, mas também de uma esperança. “

Esperamos que a escola forme, cada vez mais, melhores fazedores de arte e possa contribuir para a divulgação da arte e cultura moçambicana na China e no mundo”, disse Huang Songfu, ressaltando que “a arte é a ponte de unidade entre os povos”.

A cerimónia de entrega da escola contou com a presença de membros do governo, quadros da educação e os residentes do bairro beneficiário.

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