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No país/pirataria e pesca ilegal preocupa marinha dos EUA

A pirataria e a pesca ilegal em águas marítimas de Moçambique são questões que vão dominar a visita ao país do comando das forças navais dos Estados Unidos da América (EUA), no âmbito do programa “África Partnership Station” (APS).

Para o efeito, duas fragatas da marinha norteamericana (HSV-2 Swift e USS Nicholas) atracaram hoje, em Maputo, para uma visita de cinco dias, com o objectivo de estabelecer parcerias tanto com o país quanto com os outros Estados africanos parte da APS, na promoção e protecção marítimas e iniciativas de segurança.

Falando na conferência de imprensa momentos após a atracagem dos dois grandes navios, que durou pouco mais de duas horas, no Porto de Maputo, James Tranoris, capitão e comodoro da marinha dos EUA, apontou a necessidade de haver esforços coordenados no combate a pirataria e a pesca ilegal. “A segurança marítima, a pesca ilegal e a pirataria são questões que vão constituir tónica dominante do intercâmbio e os programas de formação e capacitação que levaremos a cabo com os nossos homólogos da marinha de Moçambique”, disse Tranoris.

O capitão norte-americano sublinhou que estas actividades ilegais têm um forte impacto na economia do país, avaliado em milhões de dólares, daí a necessidade de desenvolver o intercâmbio para garantir maior segurança nas águas marítimas. A pesca ilegal, segundo Tranoris, tem, por outro lado, um forte impacto negativo no meio ambiente, por colocar em risco de extinção a biodiversidade marítima pelo facto de a mesma não ser feita em estreita observância das normas sustentáveis.

Desta feita, há, segundo o capitão, uma forte necessidade de haver esforços concertados entre os países africanos afectados por estes e outros malefícios que ainda enfermam a segurança marítima. Durante a estadia das fragatas, os marinheiros norte-americanos dedicar-seão a uma série de acções a bordo do navio, entre elas a formação de 88 marinheiros moçambicanos em matéria de manuseamento e manutenção de pequenas embarcações e administração dos primeiros socorros.

Ainda em Maputo, está igualmente prevista a participação em um projecto de trabalho comunitário no Orfanato Arco Íris no bairro Zimpeto, zona suburbana da capital, e outras actividades formativas como seminários, debates em mesa-redonda e recreativas.

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