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Nicolás Maduro é eleito presidente da Venezuela

O candidato governista Nicolás Maduro ganhou a eleição presidencial de domingo na Venezuela com 50,7 por cento dos votos, anunciou o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) na madrugada desta segunda-feira, permitindo que ele dê continuidade às políticas socialistas de Hugo Chávez.

O herdeiro político de Chávez, falecido a 5 de março, venceu por uma diferença mínima de pouco mais de 200.000 votos, um resultado que, de acordo com o CNE, é irreversível. Chávez conseguiu uma vantagem superior a 1,5 milhão de votos quando foi reeleito em outubro.

O candidato opositor Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda, recebeu 49,1 por cento dos votos, afirmou a autoridade eleitoral. A participação dos eleitores foi próxima de 80 por cento, com quase a totalidade das urnas apuradas.

Chávez, que governou a Venezuela por 14 anos, designou Maduro como o seu herdeiro político no seu último discurso à nação, na véspera de sua viagem a Cuba para uma nova cirurgia contra o câncer. Ele deu ao seu ex-vice-presidente e chanceler uma grande vantagem, mas Capriles conseguiu diminuir a diferença nos últimos dias da campanha eleitoral e o resultado foi mais apertado do que muitos esperavam.

“Estou aqui para assumir a minha responsabilidade com coragem. A luta continua!”, disse Maduro, de 50 anos, em seu discurso de vitória. Maduro garantiu ter recebido uma ligação de Capriles para fazer um pacto e esperar uma análise detalhada da situação antes de anunciar o resultado eleitoral, o que ele não aceitou. “(Os opositores) querem fazer uma auditoria. Bem-vinda a auditoria (dos resultados)!”, disse Maduro no palácio presidencial de Miraflores.

Não havia uma reação imediata de Capriles, que no domingo denunciou um plano para tentar mudar o resultado da eleição. “Alertamos ao país e ao mundo a (existência de uma) intenção de querer mudar a vontade expressa pelo povo!”, disse o candidato em mensagem na rede social que foi confirmada por sua equipe de campanha.

Capriles, de 40 anos, argumentou que os eleitores estavam cansados das políticas divisoras da era Chávez e prometeu tratar de preocupações diárias do venezuelanos, como o crime e a elevada inflação. Milhares de seguidores do chavismo comemoravam nos arredores do palácio de Miraflores, cantando, dançando e disparando fogos de artifício, mas longe do ambiente festivo que se vivia a essas horas em 7 de outubro, quando Chávez foi reeleito.

Por outro lado, nas ruas do leste de Caracas, reduto da oposição, as pessoas promoviam um panelaço para demonstrar a sua desaprovação. “Paz, paz e paz”, solicitou Maduro, ex-motorista de autocarro, pedindo para que as pessoas não caíssem em provocações nem provocassem os adversários. Foi a primeira eleição presidencial sem Chávez em duas décadas.

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