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Niassa com mais baixo índice de inclusão financeira de 1,45%

A província do Niassa apresenta, uma vez mais, o baixo índice de inclusão financeira estimada em 1,45%, contra a cidade de Maputo, com 91,78%.

Em termos relativos, as províncias de Sofala, Inhambane, Tete, Zambézia e de Maputo contam com maiores taxas de crescimento do seu índice que variam de 264% a 151,9%, segundo resultados de um estudo acabado de ser desenvolvido pelo Banco de Moçambique intitulado “Desafios da Inclusão Financeira em Moçambique: uma abordagem do lado da oferta”.

Os indicadores analisados apontam para uma melhoria do acesso tanto geográfico como demográfico ao longo dos últimos anos, tanto a nível nacional, como a níveis provincial e distrital, “o que significa também uma melhoria na prestação de serviços financeiros e um incremento do nível de inclusão financeira”, realça o documento, cuja cópia está em poder do Correio da manhã.

Segundo o mesmo documento, a média nacional passou de 2,9 agências por 10.000 quilómetros quadrados, em 2005, para 6,6 agências por mesma unidade de medida em 2012, enquanto as ATM passaram de 4,7 para 11,7, sendo a maior disponibilidade geográfica a das POS, que passou de 26,4 para 106,3.

Em termos demográficos, a média do país passou de 2,2 balcões de instituições bancárias por 100 mil adultos, em 2005, para 4,1 balcões por mesma unidade de medida, em 2012, tendo as ATM e POS passado de 3,3 e 18,8 para 7,2 e 65,5, respectivamente, durante o mesmo período.

Uso das instituições financeiras

Quanto aos indicadores de uso, em 2005, cerca de 6% da população adulta detinha pelo menos uma conta no sistema bancário, cifra que passou para 20%, em 2012, enquanto no que respeita ao crédito bancário à economia em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), outro indicador relevante de inclusão e da intermediação financeira, incrementou ao longo dos últimos anos, tendo passado de 13,2% do PIB, em 2005, para 26,0% do PIB, em 2012.

Refira-se que as melhorias registadas nos indicadores individuais reflectemse no Índice de Inclusão Financeira (IIF) construído para a avaliação global da inclusão financeira no país.

O estudo apresenta duas abordagens de cálculo deste índice, sendo a primeira de nível nacional designada IIF global que sintetiza o nível de acesso e uso dos serviços financeiros em todas as regiões administrativas do país e outra dos distritos que incorpora a informação estatística dos 128 distritos, designada IIF distrital.

O índice global passou de 9,21, em 2005, para 13,05, em 2012, enquanto o dos distritos passou de 2,63, em 2005 para 6,47 em 2012, ilustrando uma melhoria da inclusão fi nanceira no país.

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