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NEPAD tenta melhorar reforma económica de África

A Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD) identificou 35 economistas de alto nível para aconselhar os países africanos sobre as questões ligadas à reforma económica e fazer face a uma falta de qualificação, anunciou o seu secretário executivo, Ibrahim Mayaki.

O secretário executivo da NEPAD sublinhou que estes economistas iriam fornecer a África ideias necessárias para a reforma do continente e aperfeiçoá-las para um relançamento económico mais rápido. “Existe uma associação de 35 economistas de alto nível em África que estão prontos para servir de grupo de reflexão e fornecer estratégias e planos qualificativos. Ela servirá de instrumento essencial para a planificação das atividades da NEPAD”, indicou Mayaki.

Falando durante uma reunião em Addis Abeba destinada a avaliar as forças e as fraquezas da Agência de Planificação e Coordenação da NEPAD, recentemente colocada sob a autoridade da União Africana (UA) para realizar o desenvolvimento do continente, Mayaki afirmou que a organização não conseguiu até agora criar uma nova via para a reforma económica de África e o seu desenvolvimento desde a sua criação. « Estamos em atraso em relação ao calendário no que diz respeito às questões de governação económica. Não nos consagramos bastante ao desenvolvimento de planos nacionais », afirmou Mayaki, ex-primeiro-ministro do Níger, aos responsáveis presentes durante a reunião do Comité de Pilotagem da NEPAD.

O Comité de Pilotagem da NEPAD, dirigido pelo primeiro-ministro etíope Meles Zenawi, é o órgão da UA encarregue da gestão do programa de ação da NEPAD em África. O objetivo desta reunião é discutir sobre os progressos registados pela NEPAD no alcance dos seus principais objetivos.

O comissário da União Africana para os Assuntos Económicos, Maxwell Mkwezalamba, indicou que o novo mandato da NEPAD deverá permitir-lhe obter meios adequados para enfrentar os desafios futuros. « O novo mandato permite à NEPAD mobilizar recursos para o desenvolvimento do continente e permite-lhe servir de centro de pesquisas e conhecimentos para a UA e fornece-lhe uma visão para a execução dos seus projetos de desenvolvimento », declarou Mkwezalamba à PANA.

A NEPAD obteve até agora compromissos financeiros credíveis por parte do Banco do Brasil, que é suposto dispor de mais meios do que o Banco Mundial (BM) para o financiamento dos planos de crescimento africanos. O departamento de Mkwezalamba está encarregado de supervisionar as operações da NEPAD. Ele indicou que o novo mandato da NEPAD e a sua nova estrutura de gestão lhe permitirão obter maiores fundos para as operações.

« A UA colocará um orçamento anual à disposição dos programas da NEPAD. Mas, ela deverá igualmente mobilizar mais recursos », notou Mkwezalamba.

Makayi sublinhou que países africanos como o Lesoto ofeceram a sua assistência à organização na formulação de planos para a distribuição de alimentos aos países africanos para estimular a produção agrícola em África. Adiantou que África está a sofrer dos efeitos dos programas de ajustamento estrutural impostos pelo BM e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) aos líderes africanos, nomeadamente, a redução do número de funcionários e a privatização.

Indicou que a elite dos economistas iria ajudar a maior parte dos países africanos, que não dispõem de Ministérios de Planificação, a ter planos estratégicos que lhes permitam atingir uma expansão económica mais rápida. « Não se pode alcançar um desenvolvimento sustentável enquanto não tiver planos estratégicos », insistiu o secretário executivo da NEPAD.

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