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“Nenhum dirigente gosta de ser criticado”

O Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane (CMCQ), Pio Augusto Matos foi único dirigente a partir a loiça dando razão, por um lado, à classe jornalística na província e no país em geral.

Matos afirmou em plena praça dos heróis depois da deposição de uma corôa de flores em memória dos jornalistas que perderam a vida que, neste país e no mundo em geral, “nenhum dirigente gosta de ser criticado”.

E quando assim acontece, conforme as palavras do edil de Quelimane, este jornalista que assim escreveu, então é visto como se fosse inimigo. Num outro desenvolvimento, a fonte disse que isso não pode ser visto pelos jornalistas como um facto inibidor na sua profissão.

Pelo contrário, deve sim ser, uma força para que a classe ataque ainda mais, visto que informar é uma missão nobre e só informa quem tem poder e dados suficientes.

É preciso persistir

Na mesma ocasião, inspirado e como lhe é característico, Pio Matos foi mais longe ao afirmar que aqueles todos que se acham intocáveis de facto não gostam que os seus “podres” saiam para fora.

Quando assim acontecer, fazem tudo para impedir os jornalistas, uns até intimidam. “Peço a todos jornalistas que sejam persistentes e escrevam aquilo que acharem ser verdade”- sublinhou o edil de Quelimane, para quem a arte de narrar verdades não é para todos, dai que “são poucas vezes que vocês terão amigos”- rematou.

Jornalistas choram com sector público

Um dos grandes constrangimentos que este país enfrenta no concernente a liberdade de imprensa é o acesso as fontes de informação. Quando se fala do acesso as fontes de informação, logo é visto o sector público como aquele que não faculta informação aos jornalistas.

Quase sempre o cenário é o mesmo quando os jornalistas precisam de alguma informação no sector público. Ou o chefe não está, ou não tenho autorização e por ai fora.

Isso “devora” os corações dos jornalistas que aproveitaram-se desta ocasião para pedirem ao governo que seja aberto e dê informação visto que o direito a informação está consagrado na Constituição da República de Moçambique, a lei mãe deste país.

Para Teófilo Moronha, Secretário Provincial do Sindicato dos Jornalistas na Zambézia, há muitas instituições do estado e não só, também as organizações não governamentais que não prestam informação, alegando falta de autorização do seu superior hierárquico.

Mesmo quando o jornalista segue com os trâmites estipulados na instituição, ainda há impedimentos, fazendo com que os jornalistas desistam da sua actividade sublinhou Moronha. Mas mesmo assim, a classe jornalística continua firme e diz que vai lutar até as últimas consequências visto que informar é um direito.

Governo fala de parceria

Já o Governo da Zambézia, representado no acto pelo seu porta-voz, Alberto Manharage, diz que o governo vê a imprensa como parceira na promoção das actividades e convista ao desenvolvimento da província e do país em geral.

Conforme explicou Manharage, não é prática do governo vedar informação para os jornalistas, se assim acontece então há que corrigir.

“Não queremos pautar por esta prática, visto que a imprensa é parceira do governo, dai que estamos abertos para esclarecer as penumbras”-rematou Manharage. Refira-se que o dia do jornalista e de liberdade de expressão assinalou-se na última segundafeira.

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