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Moçambola: Irrepreensível Kito

A magia de Kito e uma bomba de Liberty embalaram o Maxaquene para a segunda reviravolta no Moçambola. O 2-1 sobre o HCB repete os números contra o Ferroviário da Beira e prossegue a embalagem adquirida em casa da Liga Muçulmana.

E assim se ganha um jogo: com o pé no acelerador e a confirmação do mais convincente candidato ao título. A imagem é o reflexo de um Maxaquene de dupla face: chegou distraído ao quarto de hora e acabou o jogo de notas com sinais de quem podia golear. Entre um e outro estado muito se passou, mas para já fica a conclusão essencial: a equipa de Arnaldo Salvado cimenta a liderança embalada um grito de superioridade inquestionável. O HCB, equipa que fez um grande investimento, podia ter ficado nos balneários a meio do jogo.

O pé de Kito

Vamos, então, ao pé faltoso. Kito, um jogador que, num ápice, passou de irremediável acusado a milagreiro adorado. Um corte de carrinho corajoso deixou a chuteira presa na relva e a meia sem o escudo protector. Acção ilegal, livre directo a favor do HCB de Songo, o fim de todas as dúvidas: aos 24 minutos, Andro fazia o golo do jogo. Um livre irrepreensível, numa espécie de canto curto, e a bola anichou-se na baliza de Soarito que não viu a bola partir.

A perder por 0-1 antes do intervalo, Arnaldo Salvado mexeu nas peças e fez subir no terreno a alma mater do Maxaquene (Kito) e sinalizou o aumento da diferença pontual com o segundo classificado no Moçambola. Em 30 minutos, os tricolores deram a volta a um cenário ingrato. Gabito empatou. Liberty fazia o segundo golo do Maxaquene e completava o segundo acto de uma reviravolta urdida na mente de Arnaldo Salvado. Confortável, o Maxaquene vestiu a fato de gala e espalhou ares de superioridade.

É difícil, muito difícil, explicar o jogo do HCB sem Dionísio. Sem ritmo, sem intensidade, sem criatividade e com Dionísio. Tudo previsível, tudo a passo e lateralizado. Demérito evidente dos visitantes, mas também mérito da equipa tricolor. Bem preparada, muito concentrada, perspicaz no processo ofensivo e segura nas transições defensivas.

A muralha Dionísio

Num lance de bola parada, já se disse, Gabito subiu ao elevador da glória e cabeceou para o fundo das redes de Dionísio. Por instantes, pensou-se que os tricolores goleariam. A exibição de Dionísio foi, então, empolgante, segura e extremamente eficaz. Um guarda-redes impediu que se fizesse história. A etapa complementar até trouxe uma atitude enfurecida, um orgulho ferido e três jogadores em claro destaque: Dionísio (mais uma vez) Liberty e o indomável Kito. Por vezes parece impossível defender, controlar, limitar este meio-campista tricolor. Primeiro no lance do livre, depois composto num fato de gala. Assim se vestiu por uma tarde um candidato ao título.

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