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Necessária mudança de atitude em relação aos doentes da TB

O Movimento de Luta contra a Tuberculose reafirma a sua determinação de trabalhar mais com a sociedade moçambicana na multiplicação de mensagens de sensibilização sobre os perigos da doença, cuja taxa de mortalidade no país é de 127 mortes em cada 100 mil habitantes.

Segundo Eugénio Juliasse, directorgeral do movimento, a necessidade de massificar as mensagens de luta contra esta doença surge pelo facto de ainda persistirem várias formas de estigma e discriminação, tanto na família quanto em outros quadrantes sociais, para com as pessoas que sofrem ou sofreram da tuberculose.

O Movimento de Luta contra a Tuberculose, agremiação sedeada na Machava, província de Maputo, foi criado em 2007 e congrega 68 membros entre eles antigos doentes, em tratamento e simpatizantes.

A sua formalização coincidiu com as festividades da data, havidas na última quinta-feira, em todo o mundo, sob o lema “Caminhando contra a Tuberculose”.

Apesar dos avanços até agora registados na luta contra a tuberculose, uma doença descoberta há 128 anos na Alemanha, ela continua a constituir um grave problema de saúde pública no país, onde continua associada a superstição, dada a falta de informação científica capaz de moldar uma consciência diferente nas pessoas.

Juliasse, casado com três filhos, sofreu, em 2005, os efeitos dramáticos da doença. Nesse período, experimentou as mais variadas formas de estigma, mas a vontade de superar o difícil momento ajudou-o a recuperar a saúde que hoje respira a plenos pulmões, pois cumpriu com o tratamento gratuito que dura seis meses.

A fonte lamenta o facto de muitas pessoas continuarem com uma percepção errada da doença, situação que deixa o enfermo em total desconsolo porque, segundo Juliasse, é neste momento que qualquer um precisa de mais amparo para tornar mais célere a sua recuperação.

“Não podemos discriminar as pessoas que sofrem da doença, antes pelo contrário amparar esses doentes para que possam recuperar depressa e se sentirem membros desta sociedade”, explicou Juliasse.

Desta feita, o movimento compromete- se a intensificar as mensagens de sensibilização da sociedade e outras formas de advocacia, para moldar uma nova percepção que também pode constituir um estímulo aos que estão em tratamento.

A região sul do país, segundo o Ministério da Saúde (MISAU), tem maior incidência da tuberculose sendo, por conseguinte, responsável por mais de 50 por cento dos casos diagnosticados em todo o país. Aliás, a elevada taxa de infecção pelo HIV/SIDA contribui para o cenário que o país vive.

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