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Navios já navegam em condições de segurança no Porto de Quelimane

O Porto de Quelimane, na cidade do mesmo nome, a capital da província central da Zambézia, já oferece segurança à navegabilidade de navios com calado máximo de até cinco metros. O conforto decorre dos trabalhos em curso de dragagem de manutenção do canal de acesso, cais e bacia de manobras.

 

A empreitada iniciada em Setembro do ano em curso e que deve terminar ainda esta semana está a ser levada a cabo pela Empresa Moçambicana de Dragagem (Emodraga-EP), que mobilizou para aquele porto de cabotagem a sua mais recente e moderna draga adquirida no Japão e baptizada com o nome de Alcantra Santos, em homenagem ao antigo Ministro dos Transportes e Comunicações que perdeu a vida em Outubro de 1986 juntamente com o Presidente Samora Machel, no trágico acidente de aviação ocorrido no território sul africano de Mbuzine.

 

Em entrevista ao nosso jornal, o Director-Geral da Cornelder de Quelimane, concessionária da gestão do Porto de Quelimane desde Março de 2005, Domingos Muzeia, assegurou que há melhorias substanciais no local em dragagem.

“Não tenho, de momento, elementos técnicos para avaliação. A avaliação técnica da empreitada será feita no fim, mas posso assegurar que há melhorias substanciais no local em dragagem” – referiu Domingos Muzeia.

A fonte realçou que a dragagem em curso é somente de manutenção, para permitir que os navios com calado máximo de cinco metros continuem a escalar o Porto de Quelimane em condições de segurança.

A tripulação da draga Alcantra Santos envolvida na dragagem de manutenção do Porto de Quelimane também transmite confiança quanto a qualidade da empreitada em curso.

O comandante da draga, Alberto Bila, afirmou ao nosso jornal quando chegaram a Quelimane a situação era de facto crítica, a ponto de a própria embarcação ter encalhado na bacia de manobra que era bastante estreita Explicou que foi igualmente necessário realizar trabalhos em algumas áreas não previstas para permitir melhor acessibilidade ao porto.

De acordo com o comandante Alberto Bila, a sua equipa constituída por trinta homens teve de se aplicar ao fundo chegando a trabalhar cerca de 13 horas diárias, de segunda à sábado, cujas jornadas iniciam geralmente as 04h30 para terminar as 17h30. Os domingos são dias reservados para trabalhos de manutenção da dragada.

A nossa reportagem embarcou na draga Alcantra Santos tendo constatado ambiente de bastante entusiasmo e acima de tudo entrega ao trabalho no seio de todos membros da tripulação.

O supervisor da draga, João Alexandre, apontado como o segundo homem depois do comandante, dissenos por dia tem sido removidos entre 5.250 a 6 mil metros cúbicos de sedimentos, dependendo de marés.

Alexandre explicou que nos dias de regime de marés mortas a produtividade é mais alta, atingindo o pico de remoção de sedimentos na ordem dos 6 mil metros cúbicos, e quando se está perante marés vivas o desempenho baixa até os 5.250 metros cúbicos.

A Emodraga, Empresa Pública, refira-se, foi criada pelo Decreto nº 38/94, de 13 de Setembro e tem como principal objecto a conservação dos canais de acesso aos portos nacionais bem como das bacias de manobra, ancoradouros e zonas de acostagem; tendo sempre presente a prestação de serviços de dragagem de qualidade valorizando sempre o capital humano.

A empresa tem a sua sede na Cidade da Beira recentemente foi galardoada com o prémio de cometimento com a cultura de qualidade pela BID – Business International Directions (Principles of the QC100 Total Quality Management Model) em todas as suas actuações.

No panorama interno, aquando do seu 14° aniversário, em 2008, a Emodraga- EP foi distinguida com a atribuição pelo Governo do certificado comprovativo do direito do uso da Marca “Orgulho Moçambicano – Made in Mozambique”.

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