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Embaixador chinês promete colaborar na erradicação de conflitos laborais

O Embaixador da China em Moçambique, Huang Songfu, colocou-se à disposição do Governo moçambicano, para colaborar na erradicação de potenciais focos de conflitos laborais que têm surgido um pouco por todo o país, envolvendo operários chineses e moçambicanos, nos investimentos daquele país asiático.

 

 

A disponibilidade do diplomata chinês foi manifestada, Sexta-feira, durante uma audiência concedida pela Ministra moçambicana do Trabalho, Helena Taipo.

O encontro, segundo um comunicado de imprensa do Ministério do Trabalho (MITRAB), serviu igualmente para Huang Songfu se apresentar oficialmente naquele sector, volvidos quatro meses depois da sua nomeação para este cargo em Moçambique.

O diplomata chinês reconheceu, na ocasião, que o Governo moçambicano tem privilegiado o diálogo e a consciencialização de ambas as partes na necessidade de uma convivência sã entre si, valores que, segundo recordou, sempre nortearam as relações históricas de cooperação entre os dois povos irmãos, desde os tempos em que os moçambicanos se preparavam para a sua libertação do jugo colonial até aos dias que correm.

Aliás, Songfu enalteceu o papel apaziguador desempenhado pela ministra moçambicana do Trabalho nas relações laborais entre chineses e moçambicanos.

Uma proposta foi idealizada pela Embaixada da China em Moçambique, que consistirá numa possível criação de uma estrutura bilateral encarregue de velar pelos assuntos relacionados com o investimento chinês no país, com destaque para as relações laborais e culturais, dado que muitos dos conflitos envolvendo operários chineses e moçambicanos têm origem em factores sócio-culturais, considerados diferentes de acordo com a realidade de cada povo, bem como pela deficiente comunicação existente entre si.

Nesta óptica, disse o Embaixador, e porque lida com situações mais complicadas do mercado, o MITRAB apresenta-se preponderante para a solução dos problemas.

A componente sócio-cultural já foi apontada, por várias vezes, pelas brigadas da Inspecção do Trabalho no país, como um dos principais entraves na convivência entre as duas partes nas empresas cujo investimento é de proveniência chinesa.

Nesse aspecto, o Embaixador disse ter estado a trabalhar com os seus compatriotas no sentido de os instar a respeitarem a cultura e os hábitos locais, tal como o fazem os moçambicanos.

Em resposta, Ministra do Trabalho disse que o Governo de Moçambique sempre defendeu a multiplicidade dos investimentos tanto internos como externos, e que devem ser de forma sustentável, incluindo os da China, não só pelas razões históricas que caracterizam a cooperação entre os dois países, como também pelo contexto estratégico que representa a economia daquele país para o combate à pobreza em Moçambique.

A governante moçambicana agradeceu o gesto da representação diplomática chinesa no país e comprometeu-se a continuar a incentivar o diálogo social e a convivência multicultural nas relações entre os trabalhadores moçambicanos e chineses.

Antes de vir a Moçambique, Huang Songfu já esteve em outras missões lusófonas, nomeadamente Macau e Brasil.

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