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Nasceu uma área de conservação no Lago Niassa

O Governo do Niassa procura um investidor sério para explorar a nova zona de conservação situada no posto administrativo de Cóbuè. Além de grandes potencialidades para a prática de turismo, trata-se de um lugar com características faunísticas e florestais únicas a nível nacional.

Segundo o porta-voz do Governo provincial, Horácio Linaula, a zona em referência é atravessada pelos rios Messinge, Lissenguesse, Cóbuè e Rovuma. Existe no local uma lagoa em Mandambuzi onde se concentram animais, como também 93 espécies de plantas com o destaque para o Messasa, Mbaua e outras madeiras preciosas.

No entanto, a zona ainda carece de um investidor e o Governo provincial considera que seja concedido a quem quer que esteja em condições de investir seriamente.

“Temos flora e fauna muito abundante na região que é diferente de outras áreas. A nossa expectativa é que seja proclamada como uma reserva comunitária para catapultar o turismo e melhorar o nível de vida das comunidades,” disse.

A lista dos animais que abundam no local é encabeçada pelos “Big Five”, nomeadamente Leões, Leopardos, Búfalos, Elefantes, Hipopótamos. Há também Zebras, Pala-Palas, Boi-Cavalo, Cudo, Cabritos Cinzentos e diversas espécies de pássaros.

A cerca de 50 quilómetros da zona continental, está o Lago Niassa com as praias (Chigoma, Mataka, Chilola, Cóbuè,) onde se pode praticar diversos desportos náuticos.

Segundo o plano de maneio, que está a ser elaborado pelo Centro de Desenvolvimento Ambiental da Universidade Pedagógica, a zona tem condições para a prática de turismo de alta e baixa densidade desde a costa ao interior.

Além da área de conservação descoberta, aquele ponto do país conta com uma futura reserva, projecto que já foi apreciado pelo Governo provincial em 2009 e aguarda pela aprovação do Conselho de Ministros.

O processo de estabelecimento, do empreendimento, denominado Reserva do Lago Niassa (RLN) conta com o apoio do Fundo Mundial para Natureza (WWF) desde 2007. Sobre este aspecto, Horácio Linaula disse que não haverá conflito entre os dois empreendimentos.

Para o porta-voz do Governo, o importante é que se faça uma consulta abrangente junto das comunidades para evitar constrangimentos no futuro.

“Não haverá conflitos, não temos investidores para esta área, o importante é que as consultas junto das comunidades sejam alargadas, o plano de maneio em elaboração, prevê que as comunidades tenham uma palavra a dizer,” sustentou.

De facto, a equipa da UP tem a missão de incluir nesse plano, os espaços comunitários e os reservados aos investidores, o potencial da zona entre outras coisas.

Todavia, mesmo com potencialidades turísticas exclusivas, Cóbuè continua quase que uma ilha solitária. Chegar ao local tem sido uma autêntica via-sacra. A pista de aviação que se encontra na sede, continua fechada e os planos de abertura são uma miragem.

Os poucos turistas que chegam por ali provêm do vizinho Malawi, concretamente na ilha de Likoma ou de Lichinga por via área e depois terrestre. Partindo da capital provincial para Cóbuè são cerca de 210 quilómetros por terra. “A questão das vias de acesso será o próximo passo”, garantiu o porta-voz provincial do Governo.

Do lado de Malawi, o Posto Administrativo de Cóbuè faz fronteira com a ilha de Likoma, por onde actividade turística é intensa. No local funcionam cerca de quatro hotéis internacionalmente reconhecidos.

Uma das unidades é o KayaMawa, cuja localização geográfica permite visualizar a sede de Cóbuè. Na ilha existe uma importante pista de aviação, que foi apetrechada pela empresa portuguesa Mota-Engil em 2008. É uma das pistas que recebe o enorme movimento de avionetas com turistas, alguns dos quais aproveitam espreitar em Moçambique.

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