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Nampula é a província com mais analfabetos

Mais de 2. 4 Milhões dos habitantes da província de Nampula são analfabetos, uma realidade que não só coloca a província no topo da lista das regiões com maior índice de iletrados do país, como também inibe a população de oportunidade de concorrer ao mercado formal de emprego e consequente melhoria de vida, segundo reconheceu há dias o governadoro provincial, no decurso do primeiro encontro anual com os gestores das universidades locais.

Para Filismino Tocoli, governador da província, Nampula tem a bênção de contar com sete Universidades, nomeadamente a Pedagógica – UP, Católica – UCM, Politécnica, Mussa Bin Bique, Lúrio, Academia Militar e Instituto Superior de Ciências de Gestão, cinco institutos técnicos básicos e médios profissionais, para além de milhares de escolas primárias, secundárias, centros de alfabetização, facto que faz com que se torne absurdo que haja tamanho “exército” de iletrados. Chamamos as universidade na qualidade de estabelecimentos que congregam a massa critica. Politicamente, nós podemos ter a nossa visão sobre as coisas, aliás já elaboramos o nosso plano estratégico de desenvolvimento para os próximos dez anos, mas achamos que não é suficiente e que precisámos de mais subsídios, razão porque vos convidamos, explicou Tocoli.

O Plano Estratégico de Desenvolvimento, prevê que as universidades e outros estabelecimentos de ensino superior devem promover cursos ou formações que possibilitem responder às necessidades locais em recursos humanos. Nampula tem sido destino preferencial de grandes investimentos, principalmente estrangeiro. Estamos a falar por exemplo das areias pesadas de Moma, do projecto de produção de banana e, futuramente, a exploração de fosfatos de Evate, da Zona Económica Especial, entre outros, cujo processo de implantação foi difícil e será sempre difícil devido a fraca capacidade local, de recursos humanos, para a prestação de serviços, disse o governador.

Tocoli citou o exemplo dos problemas que, actualmente, ocorrem na agricultura, segundo ele, a produção agrícola não tem conseguido render o suficiente para proporcionar lucro aos camponeses devido ao elevado índice de analfabetismo nas fontes e unidades produtivas. A maioria das universidades representadas no encontro, sensibilizados com o cenário reagiram positivamente apresentado ao governo acções futuras.

A Universidade Mussa Bin Bique, comprometeu- se a providenciar cursos de gestão para mutuários dos fundos de desenvolvimento das iniciativas locais, porque entende que o empoderamento dos camponeses, para sua ascensão ao estatuto de micro-empresários, passa pelo domínio das técnicas de como gerir bem para produzir lucros.

A Unilurio, por seu turno, através da sua Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico, disse não encontrar a razão de não dar cursos, mesmo que acelerados e modulares, para formação de técnicos básicos naquela área. Já a Universidade Católica, é pela maior interligação entre as instituições do governo e os estabelecimentos de ensino superior porque, segundo foi avançado, tal permitira que os cursos que forem introduzidos, estejam orientados para o mercado local.

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