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Criminalidade volta a aterrorizar Mutauanha em Nampula

O crime voltou a assombrar o bairro de Mutauanha na cidade de Nampula. A última sexta-feira (29), por volta das 22h00, por dia ter sido um dia trágico para uma cidadã identificada pelo Lucinda Gonzaga e sua família, em consequência de uma agressão física que sofrera no portão da sua casa, quando regressava de uma diversão. Quatro homens não identificados, munidos de catanas, interpelaram a vítima, ameaçaram-na e apoderaram-se dos seus bens, incluindo documentos pessoais.

Quando a notícia espalhou-se pela comunidade, ouviu-se relatos de que outras pessoas foram vítimas na mesma noite. A zona onde Lucinda foi assaltada situa-se entre dois postos policiais, um da Faina e o outro de Muatala, com um efectivo de agentes da Lei e Ordem à altura de desencadear uma patrulha de modo a evitar dissabores na vida da população. Porém, não é o que tem acontecido devido à inoperância dos referidos policiais.

Aliás, enquanto os criminosos passeiam a sua classe, roubam, torturaram, violam sexualmente e matam, a Polícia moçambicana tem sido audaz em não medir esforços para maltratar o povo em momentos de manifestações contra a sua inoperância, conforme aconteceu, há dias, nas Palmeiras, no distrito da Manhiça, província de Maputo, onde um cidadão morreu vítima de um disparo por um dos agentes.

As agressões físicas no bairro de Mutauanha têm vindo a ganhar contornos alarmantes. Na noite daquela sexta-feira última, pelo menos três pessoas foram vítimas de golpes a catanas. “Ouviam-se gritos de pessoas clamando pelo socorro. Aqui, só o pessoal patrulhamento podem ajudar as vítimas porque não temos coragem”, contaram os moradores.

Lucinda disse ter escapado por um triz mas contraiu ferimentos ligeiros. Não foi possível reconhecer os meliantes porque estavam encapuzados. “Mutauanha está cada vez mais perigosa! Quando cheguei no portão, quatro homens aproximaram-se e ordenaram para eu lhes entregar os telefones, a carteira e tudo o que eu tinha. Um deles [os bandidos] feriu-me com uma catana e consegui fugir (…)”.

Carlos Rafael, chefe do policiamento comunitário no bairro de Mutauanha, desdramatizou a situação e disse que o crime na zona tem dias contados, uma vez que será activada uma equipa de patrulhamento.

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