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Município de Chimoio revolta-se contra jatropha na Cidade

O Conselho Municipal da Cidade de Chimoio, centro de Moçambique, está revoltado com o plantio de jatropha naquela urbe num projecto da companhia britânica Sun Biofuels, que se dedica à produção de biocombustíveis.

A Sun Biofuels adquiriu o título de Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) por via de transferência da Dimon, uma empresa que se dedicava a produção de tabaco, tendo na altura nascido o consórcio Alliance One Tobbacos Mozambique.

Contudo, da área total de 1.932,75 hectares explorada pelo consórcio, 630 hectares estão dentro do território municipal.

Falando em conferência de imprensa realizada na capital provincial de Manica, o edil de Chimoio, Raúl Conde, disse que a sua instituição “não vem com bons olhos a cultura da jatropha dentro do perímetro da cidade”.

“Há vários factores que duma ou doutra maneira interferem nisso. Aquela zona é municipal. O problema tem de ser resolvido com um pouco mais de calma, porque a empresa está lá por vias legais, mas também por vias legais podemos dizer que aquela é uma zona municipal. Mesmo dada a importância socioeconómico da jatropha, o município de Chimoio não vem com bons olhos a cultura dentro do perímetro da cidade”, acrescentou Conde, citado pelo “Diário de Moçambique” da Quinta-feira.

Segundo a fonte, o Conselho Municipal precisa do espaço em causa para desenvolver um projecto de expansão urbana.

Por isso, ele refere que a Sun Biofuels pode encontrar terra para o seu projecto noutros pontos da província como nos distritos de Machaze e Guro, que foram seleccionados para o desenvolvimento daquela cultura de rendimento.

Na sequência disso, o chefe dos Serviços Provinciais de Geografia e Cadastro de Manica (SPGCM), Lázaro Gumende, disse haver espaço para o Conselho Municipal poder desencadear uma acção legal com vista a reaver a área para efeitos de urbanização.

“Quanto a mim, existe espaço aberto, havendo dois caminhos: o primeiro é intentar um processo legal, que pode ser por via negocial com a empresa e na impossibilidade disso recorre-se à via da força da lei para expropriar o espaço para o município implementar o seu plano de urbanização e daí começar o processo de alocação de talhões”, disse ele.

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