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Mulher desfavorecida financiada em Cuamba

A Associação do Desenvolvimento Comunitário (ADC), baseada na cidade de Cuamba, na província do Niassa, está a conceder fundos, a título de empréstimo, a mulheres desfavorecidas residentes naquela autarquia, com os quais elas desenvolvem alguns negócios e outras actividades de rendimento, segundo apurou a nossa Reportagem junto da presidência do Concelho Municipal da urbe.

À semelhança do que acontece noutras situadas ao longo da linha férrea do Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN), na cidade de Cuamba existem muitas mulheres desfavorecidas, algumas por terem perdido os seus maridos por causa do HIV|SIDA e outras situações.

Implicitamente, Cuamba é uma das cidades com altos índices de contaminação da doença no norte do país. As autoridades camarárias de Cuamba dizem estar a acompanhar com satisfação o trabalho que a Associação do Desenvolvimento Comunitário tem vindo a levar a cabo junto das mulheres vulneráveis, tanto é que está a haver muita aderência por parte desta camada da sociedade dos projectos daquela agremiação.

De acordo com a nossa fonte, uma das actividades rendáveis desenvolvidas por essas mulheres consiste na compra e comercialização de produtos de primeira necessidade, não na só cidade de Cuamba, como noutras zonas da província do Niassa onde elas encontram potenciais clientes.

Algumas mulheres aplicam os fundos concedidos na criação de hortas para produção de hortícolas, além de machambas para a produção de outras culturas como milho, amendoim e feijões.

A fonte municipal destacou o facto de a ADC estar a fortalecer-se continuamente, mercê do cumprimento dos compromissos assumidos por parte das mutuárias.

Segundo ainda as informações do Concelho Municipal de Cuamba, a Associação do Desenvolvimento Comunitário começou a financiar as actividades de mulheres desfavorecidas naquela parcela do país em 2003, e de lá para cá ela já beneficiou centenas de mulheres vivendo nessa condição naquele que é considerada o segundo maior município da província do Niassa, depois de Lichinga.

Por conseguinte, e no quadro da procura de formas alternativas de minimização dos efeitos nefastos da vulnerabilidade das mulheres naquela cidade, as estruturas camarárias locais têm vindo a criar outras actividades para elas, como é o caso da sua integração nos trabalhos de limpeza da cidade, de beneficiam algum valor para o sustento delas próprias e seus filhos.

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