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Mudança de financiadores atrasa montagem de nova fábrica de açúcar

O arranque das obras de montagem da nova fábrica de açúcar da Companhia do Búzi (CB), a sul de Sofala, centro de Moçambique, anteriormente projectado para o próximo mês de Julho, sofreu alteração devido a mudança de financiadores.

Uma fonte do Governo Provincial de Sofala disse que neste momento os proprietários do complexo agro-industrial do Búzi — a Maragra Açúcar — estão a trabalhar com novos financiadores, cujos nomes não revelou, os quais estão a realizar estudos de avaliação do empreendimento.

Por causa disso, foi traçado um novo cronograma de actividades em relação à edificação da nova fábrica de açúcar, o qual aponta para o início dos trabalhos de montagem em Setembro.

Dados tornados públicos em Dezembro de 2010 pelo Governo de Sofala indicavam a instalação da nova fábrica de açúcar da CB (estimada em 130 milhões de dólares norte-americanos) devia arrancar em Julho do corrente ano, entrando a indústria em funcionamento dois anos depois.

Isso significava que até 2014 Sofala voltaria a contar com três fábricas do género (as outras duas, em funcionamento, são as de Mafambisse, no distrito do Dondo, e Marromeu).

Segundo o “Diário de Moçambique”, prevê-se que a nova fábrica do Búzi seja instalada noutra área, afastada da anterior, que se encontra praticamente destruída, em consequência da paralisação por longo tempo. Para além disso, a antiga fábrica localiza-se numa zona em risco de erosão dos solos, devido à invasão das águas do rio Búzi.

Neste momento, a Companhia do Búzi está a produzir cana-de-açúcar para a obtenção de melaço, destinado à produção de álcool na fábrica ora em funcionamento.

O governador de Sofala, Carvalho Muária, que há dias visitou o distrito de Búzi, revelou ter mantido conversações com os gestores da CB, os quais trouxeram novas revelações, que indicam que os anteriores financiadores (europeus), cujos nomes não mencionou, renunciaram ao projecto devido à crise financeira que abala o mundo.

Esta situação fez com que os proprietários do empreendimento procurassem novos investidores, os quais estão a efectuar estudos de avaliação da fábrica.

“Mantive conversações com os novos parceiros da Companhia de Búzi e disseram- me que precisam de algum tempo para fazer um estudo de avaliação da situação. Naturalmente que ninguém quer investir num sítio que não conhece. Precisam de saber se o que vão investir terá retorno e em quanto tempo tal poderá acontecer”, indicou o governante.

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