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Mswati III investe Chissano como mediador para crise malgaxe

O Rei swázi, Mswati III, instruiu o antigo presidente moçambicano, Joaquim Chissano, para partir para Madagáscar numa missão da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC), onde vai mediar um conflito naquela ilha do Oceano Indico na sequência de um golpe de estado ocorrido em Março último.

Mswati III, que actualmente assume a presidência do órgão de Política Defesa e Segurança da SADC, disse estar confiante que Chissano e a sua delegação serão coroados de sucesso no cumprimento da missão da SADC para a criação de um ambiente conducente a um diálogo produtivo naquele país. A delegação de Chissano integra o antigo primeiro-ministro swázi, Absalom Themba Dlamini, que também partiu na companhia de Chissano para a cidade de Johanesburgo, Africa do Sul.

Neste país, Chissano vai-se juntar aos restantes membros da delegação que inclui representantes de Angola, Maurícias e Africa do Sul, e receber um informe sobre a situação no Madagáscar, numa sessão que terá a duração de dois dias. Dlamini foi o enviado especial da SADC para a crise do Madagáscar. Alias, o seu relatório foi recentemente adoptado pela Cimeira Extraordinária da SADC realizada na Africa do Sul, a 21 de Junho do corrente ano, durante a qual foi tomada a decisão de nomear Chissano para mediar a crise malgaxe.

Estiveram presentes na cerimónia de despedida de Chissano e de sua delegação, o primeiro ministro swázi, Barnabas Sibusiso Dlamini, ministro dos negócios estrangeiros e cooperação internacional, Lutfo Dlamini, o secretario executivo da SADC, Tomaz Salomão, e o embaixador moçambicano na Swazilândia, Tiago Castigo. “Esta não será uma tarefa fácil, mas a sua vasta experiência e conhecimento de relações internacionais e diplomacia vêm mesmo a propósito, pois você (Chissano) e sua equipe vão trabalhar arduamente para ajudar o povo do Madagáscar na busca de uma solução para os desafios que enfrentam para que eles possam retomar a sua vida normal, que a busca de felicidade e prosperidade”, disse o Rei.

“No passado, vimos o seu envolvimento bem sucedido em missões similares, que trouxeram resultados positivos”, acrescentou. Mswati III indicou que apesar de existirem várias opções abertas para a SADC, através dos seus tratados e protocolos para lidar com a crise malgaxe, esta organização regional decidiu enveredar pela via da diplomacia e do diálogo.

O Madagáscar encontra-se mergulhado numa turbulência na sequência de um golpe de estado ocorrido a 17 de Março último, que culminou com o derrube do presidente democraticamente eleito, Marc Ravalomanana, acto perpetrado por Andry Rajoelina, antigo presidente do município de Antananarivo que, para o efeito, contou com o apoio de uma facção do exercito.

Uma missão difícil

Tomando a palavra, Chissano disse sentir-se honrado pela confiança demonstrada pelos líderes da SADC, incluindo o Rei Mswati III. Chissano aproveitou a oportunidade de frisar que será uma tarefa muito espinhosa. O antigo presidente moçambicano explicou ainda que a sua delegação enfrenta um desafio, que consiste em encontrar um equilíbrio entre os rigorosos princípios da SADC, e ao mesmo tempo tomar em consideração os interesses, segurança e bem-estar do povo do Madagáscar.

Segundo Chissano, cabe ao próprio povo malgaxe assumir a propriedade do diálogo no seu país, pois o resto do mundo apenas pode ajudar na busca da paz. “Este é um fardo pesado, mas estou confiante de que vamos vencer. O povo do Madagáscar deve vencer este jogo. Esta é uma situação complicada e difícil, mas não significa que não pode ser resolvida”, afirmou Chissano. “Não existe nada que não possa ser resolvido se houver a vontade de sentar e falar”, disse ele, explicando que serão envolvidas as estruturas diplomáticas e políticas na busca de uma solução pacífica.

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