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M’phanda Nkuwa é prioridade nacional para geração de energia

Os projectos de construção da Barragem de M’phanda Mkuwa e da espinha de transmissão de energia Norte-Sul em Moçambique são considerados projectos prioritários do sector de energia e que no próximo quinquénio deverão merecer grande atenção.

Esta informação foi revelada, em Chidenguele, província de Gaza, no Sul do país, pelo Ministro da Energia, Salvador Namburete, para quem os dois projectos devem estar interligados. Os dois projectos são os mais importantes para o país quando se fala de geração e distribuição de energia.

Moçambique produz energia que deve ser nutilizada internamente e exportada para os países vizinhos. Neste momento, Moçambique não tem capacidade de aumentar a quantidade de energia fornecida aos países vizinhos, uma vez que a capacidade da de geração de energia da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), maior empreendimento energético de Moçambique, esta no seu limite. Assim, cerca de 90 por cento da energia a ser produzida pela Barragem de M’phanda Mkuwa será vendida para a África do Sul e os dez por cento vão para o abastecimento interno.

Desta feita, a espinha dorsal será determinante na distribuição da energia gerada por M’phanda Mkuwa. Por outro lado, a linha de transmissão Tete-Maputo vai reduzir a dependência do fornecimento de energia à zona sul de Moçambique, que neste momento é feito através da África do Sul, assim como vai facilitar a electrificação das zonas por onde a substação de Apollo passa em Moçambique. “Estes dois projectos poderão ser os primeiros a fechar a partir do próximo quinquenio.

O Governo vê como prioritário o desenvolvimento da espinha dorçal para fazer uma viragem e, por isso, deve estar associado ao projecto M’phanda Mkuwa” disse. No que refere a linha de transmissão de energia eléctrica entre Tete-Maputo, já foi concluído o estudo da opção técnica de menor custo e neste momento decorrem acções para a realização do estudo de viabilidade detalhado, incluindo a avaliação do impacto social e ambiental. Os custos de construção desta linha, que vai trazer uma nova dinâmica na distribuição de energia em Moçambique, reduziram de cinco biliões de dólares norteamericanos previstos anteriormente para 2.4 biliões, de acordo com o estudo.

A linha terá a capacidade de transferência de seis mil megawatts, dos quais 3.100 megawatts na primeira fase e 2.900 megawatts na segunda, devendo, para o efeito, ser investidos 1.8 biliões de dólares e 512 milhões de dólares, respectivamente. Para este projecto, já há garantias de financiamento da Noruega e do Banco Mundial, bem como promessas da Agência Francesa de Desenvolvimento, em montantes não especificados.

Em relação a M’phanda Mkuwa, que terá um potencial para produzir 2.400 megawatts, dos quais 1.500 na primeira fase de exploração, a razão de 7.250 gigajouls/ ano. Neste momento, estão em curso os estudos de impacto ambiental para licenciamento da realização da obra, ao mesmo tempo que decorrem negociações com vista ao estabelecimento do Acordo de Compra e Venda de Energia, que deverá terminar em Dezembro do corrente ano.

O fecho financeiro está previsto para 2010, seis meses depois de se lançar um “road show” para identificação de financiadores do projecto. De referir que o custo da construção da barragem está avaliado em dois biliões de dólares, valor que será mobilizado pelas empresas Camargo Correia e Eneergia Capital (subsidiaria do Grupo INCITEC), que detêm 40 por cento cada uma nas acções da Sociedade Hidroelectrica de M’phanda Mkuwa, criada em 2008 para desenvolver o projecto.

A mobilização dos restantes 1.5 biliões de dólares, que vão para a construção da linha de transmissão de energia, está a cargo da empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM), que detém 20 por cento das acções da sociedade. Assim, o arranque da construção está previsto para Janeiro de 2011 e o início da exploração comercial em 2015.

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