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MPDC investe na adaptação do porto de Maputo às actuais exigências

A companhia Maputo Port Development Company (MPDC) está a investir na compra de equipamento operacional, reabilitação e construção de infra-estruturas para adaptar o porto de Maputo ao actual crescimento do volume da carga manuseada.

Segundo o director comercial do MPDC, Johann Botha, neste momento estão a ser investidos cerca de 400 milhões de dólares norte-americanos, valor que vai alcançar cerca de 1,7 biliões de dólares nos próximos cinco anos.

Botha anunciou o facto, Quarta-feira, em Maputo, durante uma conferência de imprensa, convocada com a finalidade de apresentar o programa comemorativo dos 110 anos do Porto e do décimo aniversário da concessão desta importante infra-estrutura económica a MPDC.

Graças a estes investimentos, o MPDC já conta com seis das doze pás-carregadoras encomendadas no ano passado, equipamento operacional que vai permitir a redução do tempo de descarga de camiões e melhoria da produtividade dos navios e da gestão de stoks.

“Este é um dos maiores investimentos em substituição de equipamento em toda a história da MPDC. A nova frota de pás carregadoras garante uma disponibilidade mínima para servir os requisitos operacionais”, avança Gerhard Botha, director operacional citado em comunicado.

Fonte do MPDC revelou que, neste rol de investimentos, aquela companhia está também a aplicar 11 milhões de dólares norte-americanos nas obras de ampliação do terminal de viaturas, obra que teve início em Janeiro último e deverá terminar em Julho próximo.

Por seu turno, Soraya Abdula, gestora de Comunicação e Imagem, adiantou que o facto é que o porto de Maputo, está velho (tem mais de 100 anos) e precisa de ser modernizado para responder a demanda de utentes, para além de que o volume de carga manuseada vem aumentando.

Para ilustrar o aumento do volume de carga, Abdula disse que o porto de Maputo, em 2012, superou a meta de manuseamento de carga ao terminar o ano com 15 milhões de toneladas contra 12 milhões que haviam sido previstas e, para o presente ano, a meta prevista é de 18 milhões de toneladas.

Ao terminar o ano com 15 milhões de toneladas manuseadas, segundo explicou, o porto de Maputo, atingiu o seu máximo recorde histórico jamais alcançado desde 1972. “A nossa meta no manuseamento de carga é atingir 50 milhões de toneladas até 2020”, assegurou Abdula.

Sobre o congestionamento do tráfego resultante do uso de camiões para o transporte de carga ao porto de Maputo, Johann Botha, esclareceu que este cenário deve-se ao interregno no uso de linha de Ressano Garcia, esperando que esta via seja reposta no mais curto espaço possível.

Os investimentos são extensivos às áreas de recursos humanos porque o aumento do volume de carga exige maior empenho na área de formação, para garantir a disponibilidade de mão-de-obra internamente e para o mercado, explicou João Cuna, director de Recursos Humanos.

Neste âmbito, em Maio do ano passado, foram formados 44 jovens, entre os quais conferentes e operadores de máquinas e, em Abril corrente, deverá ter início um outro curso de formação de 48 candidatos a emprego. Este exercício, segundo Cuna, visa não só dar resposta às necessidades do porto de Maputo em termos de demanda de pessoal, como também fazer face ao “boom” que a indústria mineira na região norte representa para o MPDC.

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